
Quando o carioca Matheus Andrade diz que é atleta de tênis de praia, a resposta invariavelmente é: “Mas isso não é frescobol?”. “Aí, a gente explica que é como se fosse um frescobol com rede”, brinca, sobre a modalidade que chegou ao Brasil há apenas 10 anos e já reúne cerca de 60 mil praticantes em diversas regiões do país – dois mil deles em Minas Gerais, que recebe de hoje a domingo o BH Open de Beach Tennis, etapa da série “World Cup”, que conta pontos para o ranking mundial.
A competição, com mais de 200 inscrições, terá atletas de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Bahia e Ceará. Começa hoje, às 14h, no Beach Square, complexo de cinco quadras de areia, no Estoril. Jogarão de amadores a campeões internacionais. “O tênis de praia é um dos esportes que mais crescem no Brasil. É bem forte no Sul e no Sudeste, com nível mundial, e está crescendo no Nordeste”, conta o baiano Matheus Giovanini, atual campeão pan-americano.
O tênis de praia começou a ser desenvolvido na década de 1980, na Itália, principal potência da modalidade, ao lado de Brasil, França e Aruba. Hoje, 98 países têm confederações ou federações do esporte, que é regido pela Federação Internacional de Tênis de Praia (IFTB, em inglês). Ela organiza a principal competição, o Mundial de Tênis de Praia, que será em Castelldefels (Espanha), em junho do ano que vem.
No Brasil, o tênis de praia chegou tarde, em 2008, pelas mãos do árbitro profissional de tênis Adão Chagas. Uma década depois, agrega 60 mil praticantes, entre profissionais e amadores. “São ex-jogadores de tênis, vôlei de praia, futebol ou pessoas que se encantam pelos benefícios físicos do esporte, que é ótimo para o fortalecimento das pernas e para a saúde”, conta o mineiro Luiz André Basile, presidente da Federação Mineira, atleta e técnico da Seleção Brasileira de Tênis de Praia.
Basile conheceu o esporte por acaso, em 2011, em viagem ao Rio. Hoje, treina em torno de 80 alunos na Beach Square, que serve de base para a federação. Em Minas Gerais, o tênis de praia chegou há cinco anos, quando começou a ser jogado no Bairro Belvedere. Atualmente, são cerca de dois mil praticantes no estado – na capital, em Uberaba, Montes Claros, Sarzedo e Juiz de Fora.
Os atletas ressaltam as diferenças para o tênis convencional. “É distinto na questão física, ele precisa de explosão, tiros curtos em espaços menores. É muito saque e voleio. O tênis de quadra é como uma maratona, longas partidas. Na praia, o jogo é mais dinâmico, mais rápido”, conta Matheus Andrade, que trocou as praias do Rio pelas quadras de Belo Horizonte. “Aqui sempre foi celeiro de grandes tenistas e tem muito potencial para a modalidade desenvolver.
COMPETIÇÃO O BH Open de Beach Tennis, que começa nesta sexta e vai até domingo, tem premiação total de R$ 10 mil, distribui pontos no ranking nacional da Confederação Brasileira de Beach Tennis e no ranking mundial e é a última etapa regular do Circuito Mineiro em 2018. Os atletas são divididos em categorias de diferentes níveis (avançado, intermediário, iniciante e o fun, para quem nunca jogou) e idades (Sub-18 e as categorias 40+ e 50 ). O circuito mineiro teve até agora sete etapas, em BH, Sarzedo, Uberaba e Montes Claros.
Fique ligado
BH Open de Beach Tennis
Sexta, das 14h às 22h; sábado, das 8h às 21h; e domingo, das 9h às 17h
Local: Beach Square (Rua João Almeida, 160, Bairro Estoril)
Entrada Franca