
A retomada da disputa do Campeonato Mineiro a partir de domingo é comemorada por uns, mas motivo de preocupação para outros. E não se trata da questão da saúde em função de a COVID-19 continuar representando um risco para todos. Se há quem almeje título, classificação, ida para torneios nacionais no ano que vem, a turma da parte de baixo da tabela de classificação certamente vê o rebaixamento tão nocivo quanto um vírus.
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Na briga por vaga nas semifinais, Tombense e Caldense tentam repetir façanha de 2015 Patrocinense, Uberlândia e URT se preparam para a volta do Mineiro de olho no Troféu Inconfidência Jogadores do Villa Nova realizam segunda rodada de testes de COVID-19 antes do reinício do Mineiro Arbitragem faz os últimos preparativos para o retorno do futebol em Minas Gerais
Assim, restou correrem contra o tempo para conseguir voltar aos treinos. No caso do Tupynambás, isso só ocorreu no sábado, quando o técnico Guiba comandou a primeira atividade em Petrópolis, onde a agremiação se refugiou por não ter autorização da prefeitura para trabalhar em Juiz de Fora.
“O prazo é insuficiente, curto demais, basicamente 16 dias depois de uma paralisação de quatro meses. Mas vamos cumprir o compromisso com a Federação, apesar de não concordarmos com este retorno de forma tão rápida”, afirma Cláudio Dias, vice-presidente do Baeta, não mostrando muito otimismo com a salvação neste ano.
De qualquer forma, a diretoria buscou contornar a situação firmando parceria com a empresa DSG Sports Group, cuja sede fica justamente na cidade da Serra Fluminense. Além da estrutura, vai utilizar jogadores do parceiro para completar o grupo, formado por remanescentes de antes da paralisação, como o volante Leo Salino e o veterano atacante Ademílson, e com jogadores da base. Além da Caldense, o outro compromisso é contra o Boa, em Varginha.
No caso do Villa Nova, a mudança também foi grande e a grande novidade é a chegada do volante Serginho, ex-Atlético e Sport e que começou justamente em Nova Lima. Do grupo anterior, apenas oito atletas foram mantidos, entre eles o volante Augusto Recife e o atacante Pinguim, que é prata da casa.
No comando também houve alteração, saindo Badico e chegando Ademir Fonseca. “A equipe não vinha bem, infelizmente não encaixou, e houve necessidade de fazer uma reformulação, inclusive já pensando na disputa da Série D do Brasileiro. Alguns jogadores vão permanecer, então, queremos adiantar as coisas e já tentar formar uma equipe já planejando a Série D. Seria muito bom para todos conseguirmos os dois objetivos, permanecer no Módulo I e entrarmos forte no Nacional”, diz o treinador, com incrível desafio pela frente. “Escapar seria como ganhar um título, pois a situação não é nada fácil”, reconhece ele.
Muitas perdas
Na última rodada, o duelo do Leão poderá ser de vida ou morte contra o Coimbra, caçula da Primeira Divisão mineira e que tem três pontos a mais. A equipe de Contagem entrou na paralisação feliz com a vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, no Independência, a única até aqui na competição, que pode ter uma importância tremenda para que consiga escapar da degola.
Até porque manteve o técnico Diogo Giacomini e parte do grupo. Além disso, apesar das dificuldades, conseguiu superar o período sem jogos e honrar compromissos, e agora, mesmo encarando no retorno um dos melhores times do torneio, o Tombense, está otimista. “A vitória sobre o Cruzeiro nos deu uma condição de sonhar com vaga no Torneio Inconfidência”, diz o treinador, referindo-se à competição que será disputada por quem ficar entre o quinto e o oitavo lugar da fase de classificação.
Mas a situação exige muito esforço de todos. “Tentamos segurar todo o grupo até 1º de junho, acreditando em uma solução (para a pandemia) que não veio. Aí, no dia 7 de julho, marcaram o retorno do campeonato. Perdemos 11 jogadores, alguns tinham pré-contratos, propostas e se foram. No dia, 8 fizemos os testes de COVID-19, que constataram que três jogadores estavam infectados, outros três tiveram resultados inconclusivos e mais seis também foram afastados por dividirem quarto com eles.
Neste sábado, saíram novos resultados e se os inconclusivos deram negativo, outros dois testaram positivo para o novo coronavírus. Ou seja, teremos apenas seis dias até a reestreia e sem muitos atletas”, afirma o diretor de futebol Hissa Elias Moysés, que foi buscar o lateral-direito Wellington Capixaba no Boavista-RJ e o atacante Guilherme no Atlético, além de ter requisitado atletas do Sub-23. “Devemos contratar mais dois reforços.”
Até porque manteve o técnico Diogo Giacomini e parte do grupo. Além disso, apesar das dificuldades, conseguiu superar o período sem jogos e honrar compromissos, e agora, mesmo encarando no retorno um dos melhores times do torneio, o Tombense, está otimista. “A vitória sobre o Cruzeiro nos deu uma condição de sonhar com vaga no Torneio Inconfidência”, diz o treinador, referindo-se à competição que será disputada por quem ficar entre o quinto e o oitavo lugar da fase de classificação.
Mas a situação exige muito esforço de todos. “Tentamos segurar todo o grupo até 1º de junho, acreditando em uma solução (para a pandemia) que não veio. Aí, no dia 7 de julho, marcaram o retorno do campeonato. Perdemos 11 jogadores, alguns tinham pré-contratos, propostas e se foram. No dia, 8 fizemos os testes de COVID-19, que constataram que três jogadores estavam infectados, outros três tiveram resultados inconclusivos e mais seis também foram afastados por dividirem quarto com eles.
Neste sábado, saíram novos resultados e se os inconclusivos deram negativo, outros dois testaram positivo para o novo coronavírus. Ou seja, teremos apenas seis dias até a reestreia e sem muitos atletas”, afirma o diretor de futebol Hissa Elias Moysés, que foi buscar o lateral-direito Wellington Capixaba no Boavista-RJ e o atacante Guilherme no Atlético, além de ter requisitado atletas do Sub-23. “Devemos contratar mais dois reforços.”
O clube divulgou que um dos reforços, contratado justamente para suprir a asuência de um jogador com coronavírus, também testou positivo para a COVID-19. É o sexto atleta com a doença.
Sem coletivo
Em situação um pouco melhor, mas não menos ameaçado, o Boa contratou nada menos que 13 jogadores na parada. Entre eles o volante Daniel Carvalho, que estava na Caldense, e alguns velhos conhecidos, como o armador Raphael Luz, que vestiu a camisa no ano passado.
“Gostei muito de jogar aqui, fui muito bem acolhido. Meu retorno estava meio que previsto e eu estava animado para voltar. O elenco do ano passado era muito forte. O de agora a gente não conhece muito bem por conta da pandemia e não fazer trabalho em conjunto. Mas tenho certeza que a diretoria está fazendo um elenco muito forte e este ano vamos brigar pelo acesso (na Série C do Brasileiro)”, diz.
Outro que a torcida conhece bem é o técnico Nedo Xavier. O problema é que a Prefeitura de Varginha ainda não permitiu a volta dos treinos coletivos, dificultado o trabalho do treinador.
Outro que a torcida conhece bem é o técnico Nedo Xavier. O problema é que a Prefeitura de Varginha ainda não permitiu a volta dos treinos coletivos, dificultado o trabalho do treinador.
“A gente tem separado em grupo com quatro ou, no máximo, cinco jogadores. Dificulta, porque o campeonato está previsto para recomeçar dia 26 e tem clubes trabalhando com todos os jogadores juntos e com bola. A gente teve a chegada de vários jogadores, precisamos treinar a parte tática, treinar fundamentos”, declara.