
“A PM tem condições de se adaptar de acordo com o que exigirem. Tecnicamente, nosso parecer foi aquele [de vetar jogo com duas torcidas no Horto]. Foi tão somente preocupado com a segurança. Se FMF e clubes entenderem por bem uma outra divisão de torcida, temos condições de prestar um bom serviço lá. Mas a expectativa é que se acontecer algo, a polícia não sofra com isso, pois fizemos nosso trabalho”, disse.
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“Não há nenhuma hipótese de a Federação Mineira passar por cima da nossa decisão. Neste momento, a Polícia Militar não abre mão da decisão de só aceitar o Independência, numa final, com torcida única”, disse o coronel Schubert na última segunda-feira.
Na terça, a PM participou de reunião com as presenças de representantes dos clubes e da Federação Mineira de Futebol (FMF) e manteve o posicionamento. O encontro, entretanto, dizia respeito apenas à partida de ida da decisão, marcada para este domingo, no Mineirão.
Durante a reunião, Lásaro da Cunha, diretor jurídico do Atlético, disse que o clube ainda não havia decidido onde mandaria a partida - no Mineirão (com a presença de cruzeirenses) ou no Independência (com torcida única). No dia seguinte, o presidente Daniel Nepomuceno garantiu que o jogo seria realizado no Horto, com acesso permitido apenas para atleticanos.
Revoltado com a situação, o Cruzeiro se movimentou nos bastidores para reverter o cenário. Na tarde dessa quinta-feira, representantes do clube se reuniram com o Ministério Público de Minas Gerais. O MP já entrou em contato com a PM, que admitiu a possibilidade de garantir a segurança de duas torcidas no Independência.
“O MP já entrou em contato com a PM. O que foi dito é que a PM, como responsável técnica pela segurança pública, está preocupada com a integridade do torcedor e dos moradores. O problema não é só nas quatro linhas. A PM não é contra o evento, mas visa a resguardar a cidade como um todo, independentemente do time que está envolvido no jogo”, reforçou Schubert.
Por meio da assessoria de comunicação, o Cruzeiro se posicionou, mais uma vez, favoravelmente à presença das duas torcidas no clássico. "O Cruzeiro ainda não recebeu nenhum comunicado oficial da PM. Dar acesso aos cruzeirenses é o que o clube espera, para que todos os regulamentos e o estatuto do torcedor sejam cumpridos. O Atlético tem o direito de jogar em outro local. O que não se pode é tirar o direito do nosso torcedor de estar presente".
Também por meio da assessoria, o Atlético informou que cumprirá o regulamento do campeonato e receberá as duas torcidas se assim for determinado. O clube ainda frisou que não teve influência no veto inicial da polícia.
Procurado, o diretor de competições da FMF, Paulo Bracks, não atendeu ligações da reportagem.
A decisão sobre a presença de cruzeirenses no Horto no próximo dia 7 será tomada oficialmente na terça-feira (2), quando ocorrerá uma nova reunião com representantes de clubes, PM e Federação.
“Não é acovardamento ou falta de condições de prestar policiamento. Temos condições de prestar um bom serviço lá. Na próxima reunião, queremos acreditar que isso tudo seja acertado”, concluiu Schubert.
A ida da decisão está marcada para este domingo, às 16h, no Mineirão. Cruzeirenses terão direito a 90% da carga total de ingressos, enquanto atleticanos terão acesso a 10%.