A ideia da CPI surgiu do deputado Felipe Carreras (PSB/PE), que será o relator. Em março, o deputado protocolou o requerimento com base na operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás.
A comissão será presidida pelo deputado Júlio Arcoverde (PP/PI), auxiliados pelos deputados André Figueiredo (PDT/CE), Daniel Agrobom (PL/GO) e Ricardo Silva (PSD/SP), eleitos vice-presidentes.
Ao todo, 36 deputados, entre titulares e suplentes, fazem parte da mesa investigadora. O ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello (PSB/RJ), é um dos suplentes.
Quais os próximos passos
A Comissão Parlamentar de Inquérito tem poderes de investigação semelhantes ao de autoridades judiciais. Os deputados podem ouvir indiciados e interrogar testemunhas, requisitar informações e documentos de órgãos e entidades da administração pública, determinar a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico.
O prazo de conclusão é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias mediante aprovação da maioria absoluta de seus membros. Ao fim do período, um relatório com as conclusões deverá ser entregue ao Ministério Público ou à Advocacia-Geral da União.