FUTEBOL BRASILEIRO
CBF inclui fair play financeiro em regulamento
Entidade prevê a criação do mecanismo, que vai controlar os gastos dos clubes
postado em 20/12/2014 11:49 / atualizado em 20/12/2014 11:53
Agência Estado

"A CBF, que com o presidente José Maria Marin e o presidente eleito Marco Polo Del Nero, tomou a iniciativa de criar o fair play financeiro, reafirma a sua intenção de publicar, através de regulamentos específicos de competições ou resoluções de presidência, normas em que os clubes, em caso de não cumprimento possam sofrer sanções, obedecendo o que dispõe o artigo 105 e seu parágrafo único, reproduzidos abaixo", anunciou a entidade.
Com a medida, a CBF se antecipa ao Congresso nacional, que está debatendo o Projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE). Entre outras medidas que constam no projeto há uma específica sobre a criação do fair play financeiro. A proposta conta com o apoio da própria entidade, dos clubes e do Bom Senso FC, grupo de jogadores que tenta promover mudanças no futebol brasileiro.
O fair play financeiro consiste numa regra pela qual clubes que atrasarem o pagamento de salários e direitos de imagem e sonegarem impostos correm o risco de serem punidos com a perda de pontos nos campeonatos em disputa e até com o rebaixamento. Seus dirigentes podem perder o direito à reeleição.
De acordo com o Bom Senso, que tem insistido na necessidade da adoção da medida, o "fair play financeiro é um sistema de controle das finanças que obriga os clubes a gastarem apenas o que arrecadam", aponta o grupo. O objetivo é "garantir a sustentabilidade da instituição esportiva e o desenvolvimento saudável do mercado".
No Regulamento Geral de Competições, a CBF aponta o fair play no artigo 105. "A CBF publicará normas sobre fair play financeiro e trabalhista que estabeleçam requisitos e responsabilidades, visando ao saneamento fiscal e financeiro dos clubes, que ficarão obrigados a cumpri-las, sob pena de sofrerem as pertinentes penalidades desportivas."
No parágrafo único do artigo, a entidade reitera a severidade das eventuais punições que os clubes poderão sofrer caso descumprem as futuras regras do fair play. "O cumprimento estrito de tais normas, com a adoção de padrões gerenciais que resguardem o equilíbrio econômico-financeiro e competitivo dos clubes, é condição essencial para assegurar às agremiações o direito de participação nas competições, bem como a manutenção dos pontos e classificação conquistados."
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