
Ronaldo quer que Brasileirão tenha menos rebaixados no futuro
Ronaldo Fenômeno, acionista majoritário da SAF do Cruzeiro, defendeu que o Campeonato Brasileiro tenha, no futuro, redução no número de rebaixados à Série B - e, consequentemente, menos clubes promovidos da segunda para a primeira divisão. Na opinião do ex-centroavante, "descer quatro e subir quatro são muitos times". A declaração foi dada durante live do investidor em seu canal na plataforma Twitch.
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“O Gabriel (Lima, CEO do Cruzeiro) esteve na reunião do Conselho Técnico da CBF, e a gente começou a fazer um movimento para que diminuísse o número de rebaixados. Em nenhuma liga do mundo se rebaixa 20% (dos times) para a segunda divisão. Descer quatro e subir quatro são muitos times. Isso tem que voltar a ser uma pauta no futebol brasileiro”.
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Rebaixamento na Europa
O formato preferido de Ronaldo tem como referência as principais ligas de futebol da Europa. Na Espanha - onde o craque foi ídolo de Real Madrid e Barcelona e é, desde 2018, sócio-proprietário do Valladolid -, os três últimos (18º, 19º e 20º) entre 20 participantes são despromovidos. Na segunda divisão, o campeão e o vice sobem direto, enquanto o terceiro, quarto, quinto e sexto medem forças no play-off.
No Campeonato Francês, onde atuam astros como Lionel Messi, Kylian Mbappé e Neymar, a temporada 2022/2023 terá quatro rebaixados por um motivo específico: a Ligue 1 reduzirá o número de clubes de 20 para 18 em 2023/2024. Assim, serão somente dois promovidos da Ligue 2 no presente certame, sem a realização de repescagem pelos integrantes das duas divisões.
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O Campeonato Alemão já traz o sistema almejado pelos franceses. São 18 clubes se enfrentando em turno e returno, totalizando 36 rodadas. O 19º e o 20º caem para o segundo escalão, e o 18º encara o terceiro da 2.Bundesliga em embates de ida e volta para decidir quem fica com a última vaga. O mesmo ocorre no Campeonato Português.
Na Inglaterra, a fórmula é similar à da Espanha: os três últimos da Premier League caem para a EFL Championship, que, por sua vez, tem os dois primeiros promovidos e o terceiro ao sexto no play-off do acesso. Na Itália, dois times da Série B ascendem diretamente à A, e seis postulam a vaga restante em caráter eliminatório: o terceiro e o quarto vão para as semifinais; e o quinto, sexto, sétimo e o oitavo disputam a preliminar (uma espécie de quartas de final). Em ambos os países, a primeira divisão conta com 20 equipes.
A Série A do Campeonato Brasileiro, conforme ressaltado por Ronaldo, muda 20% dos clubes a cada ano. Em 2022, Ceará (17º, com 37 pontos), Atlético-GO (18º, com 36), Avaí (19º, com 35) e Juventude (20º, com 22) caíram para a segunda divisão. Em contrapartida, o Cruzeiro, campeão da Série B, com 78 pontos, subiu juntamente com o vice, Grêmio (65); o terceiro, Bahia (62); e o quarto, Vasco (62).
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Esse padrão foi instaurado no Campeonato Brasileiro de 2006, que passou a contar com 20 clubes após a edição de 2005 rebaixar quatro de 22 (Coritiba, Atlético, Paysandu e Brasiliense) e receber apenas o campeão e o vice da Série B (Grêmio e Santa Cruz).
Em 2003 e 2004, a Série A teve 24 agremiações e foi realizada em 46 rodadas. Na edição de 20 anos atrás - a primeira em pontos corridos, vencida justamente pelo Cruzeiro (100 pontos) -, dois times caíram (Fortaleza e Bahia). Na temporada seguinte, a quantidade de descensos subiu para quatro (Criciúma, Guarani, Vitória e Grêmio).
No início do século 21, quando o Brasileirão ainda adotava em seu calendário quartas de final, semifinal e final para definir o campeão, também foram quatro os relegados à Série B: Santa Cruz, América, Botafogo-SP e Sport, em 2001; Portuguesa, Palmeiras, Gama e Botafogo, em 2002. Por outro lado, apenas dois obtiveram o acesso na Série B - Paysandu e Figueirense, em 2001; Criciúma e Fortaleza em 2002. Desta forma, a CBF conseguiu enxugar o Campeonato Brasileiro de 28 para 20 clubes em um intervalo de cinco anos.
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Descenso no Campeonato Brasileiro
A Série A do Campeonato Brasileiro, conforme ressaltado por Ronaldo, muda 20% dos clubes a cada ano. Em 2022, Ceará (17º, com 37 pontos), Atlético-GO (18º, com 36), Avaí (19º, com 35) e Juventude (20º, com 22) caíram para a segunda divisão. Em contrapartida, o Cruzeiro, campeão da Série B, com 78 pontos, subiu juntamente com o vice, Grêmio (65); o terceiro, Bahia (62); e o quarto, Vasco (62).
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Esse padrão foi instaurado no Campeonato Brasileiro de 2006, que passou a contar com 20 clubes após a edição de 2005 rebaixar quatro de 22 (Coritiba, Atlético, Paysandu e Brasiliense) e receber apenas o campeão e o vice da Série B (Grêmio e Santa Cruz).
Em 2003 e 2004, a Série A teve 24 agremiações e foi realizada em 46 rodadas. Na edição de 20 anos atrás - a primeira em pontos corridos, vencida justamente pelo Cruzeiro (100 pontos) -, dois times caíram (Fortaleza e Bahia). Na temporada seguinte, a quantidade de descensos subiu para quatro (Criciúma, Guarani, Vitória e Grêmio).
No início do século 21, quando o Brasileirão ainda adotava em seu calendário quartas de final, semifinal e final para definir o campeão, também foram quatro os relegados à Série B: Santa Cruz, América, Botafogo-SP e Sport, em 2001; Portuguesa, Palmeiras, Gama e Botafogo, em 2002. Por outro lado, apenas dois obtiveram o acesso na Série B - Paysandu e Figueirense, em 2001; Criciúma e Fortaleza em 2002. Desta forma, a CBF conseguiu enxugar o Campeonato Brasileiro de 28 para 20 clubes em um intervalo de cinco anos.
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