Imagem da fachada da Toca da Raposa I no ano da inauguração
"Uma obra de 4 milhões de cruzeiros para fazer inveja aos hotéis mais luxuosos do mundo. Parece tudo, menos a concentração de um time de futebol." Essa foi a descrição feita pelo jornal Estado de Minas, quando da inauguração da Toca da Raposa I, então o pioneiro centro de treinamentos no Brasil, que completa 50 anos nesta sexta-feira (3/2).
Primeiras fotos da Toca da Raposa I, em 1973, ano de sua inauguração pelo então presidente do Cruzeiro, Felício Brandi - foto: Arquivo Estado de MinasPrimeiras fotos da Toca da Raposa I, em 1973, ano de sua inauguração pelo então presidente do Cruzeiro, Felício Brandi - foto: Arquivo Estado de MinasPrimeiras fotos da Toca da Raposa I, em 1973, ano de sua inauguração pelo então presidente do Cruzeiro, Felício Brandi - foto: Arquivo Estado de MinasPrimeiras fotos da Toca da Raposa I, em 1973, ano de sua inauguração pelo então presidente do Cruzeiro, Felício Brandi - foto: Arquivo Estado de MinasO lateral-direito Nelinho (e), do Cruzeiro, em 1973, ano de inauguração da Toca I - foto: Arquivo Estado de MinasApresentação do técnico Zezé Moreira, em 1975; no ano seguinte, o clube seria campeão da Copa Libertadores sob o comando dele - foto: Arquivo Estado de MinasApresentação do técnico Zezé Moreira, em 1975; no ano seguinte, o clube seria campeão da Copa Libertadores sob o comando dele - foto: Arquivo Estado de MinasApresentação do técnico Zezé Moreira, em 1975; no ano seguinte, o clube seria campeão da Copa Libertadores sob o comando dele - foto: Arquivo Estado de MinasNelinho treina faltas na Toca da Raposa I em 1975 - foto: Arquivo Estado de MinasVolante Piazza e goleiro Raul na Toca da Raposa I em 1975 - foto: Arquivo Estado de MinasLateral Nelinho na Toca da Raposa I em 1976, após operar o menisco do joelho - foto: Arquivo Estado de MinasApresentação do técnico Barbatana aos jogadores do Cruzeiro em 1979 - foto: Arquivo Estado de MinasApresentação do técnico Barbatana aos jogadores do Cruzeiro em 1979 - foto: Arquivo Estado de MinasApresentação do técnico Barbatana aos jogadores do Cruzeiro em 1979 - foto: Arquivo Estado de MinasToca da Raposa I em 1985 - foto: Arquivo Estado de MinasToca da Raposa I em 1985 - foto: Arquivo Estado de MinasToca da Raposa I em 1985 - foto: Arquivo Estado de MinasAtacante Joãozinho, do Cruzeiro, em treino na Toca da Raposa no ano de 1985 - foto: Arquivo Estado de MinasTelê Santana, técnico da Seleção Brasileira, durante preparação na Toca da Raposa I - foto: Arquivo Estado de MinasPreparação da Seleção Brasileira na Toca da Raposa I para a Copa do Mundo de 1986; na foto, o atacante Renato Gaúcho, que acabou cortado por indisciplina - foto: Arquivo Estado de MinasPreparação da Seleção Brasileira na Toca da Raposa I para a Copa do Mundo de 1986 - foto: Arquivo Estado de MinasPreparação da Seleção Brasileira na Toca da Raposa I para a Copa do Mundo de 1986 - foto: Arquivo Estado de MinasPreparação da Seleção Brasileira na Toca da Raposa I para a Copa do Mundo de 1986; na foto, o técnico Telê Santana (d) e o médico Neylor Lasmar (e) - foto: Arquivo Estado de MinasPreparação da Seleção Brasileira na Toca da Raposa I para a Copa do Mundo de 1986 - foto: Arquivo Estado de MinasPreparação da Seleção Brasileira na Toca da Raposa I para a Copa do Mundo de 1986; na foto, Renato Gaúcho, que acabou cortado por indisciplina, e o lateral-direito Leandro (d), que desistiu do Mundial em solidariedade à ausência do amigo. - foto: Arquivo Estado de MinasVolante Ademir, ídolo da torcida cruzeirense, durante treino na Toca em 1988 - foto: Arquivo Estado de MinasLateral-esquerdo Wladimir, ex-Corinthians, em sua passagem pelo Cruzeiro em 1988; na foto, ele treina na Toca - foto: Arquivo Estado de MinasLateral-esquerdo Nonato, ídolo do Cruzeiro, na Toca da Raposa I em 1992, ano da conquista do Mineiro e da Supercopa - foto: Washington Alves/Estado de MinasRonaldo treina faltas na Toca da Raposa I ao lado do lateral Paulo Roberto Costa em 1994 - foto: Alberto Escalda/Estado de Minas Ronaldo Fenômeno nascia para o mundo com a camisa do Cruzeiro em 1994; na foto, ele treina na Toca da Raposa I - foto: Arquivo Estado de MinasTécnico Ênio Andrade, campeão da Supercopa de 1991 com o Cruzeiro, em seu último trabalho na carreira, em 1995. Foto registra treino na Toca da Raposa I há 22 anos. Treinador faleceu em 1997. - foto: Arquivo Estado de MinasEm 1996, técnico Levir Culpi chegou ao Cruzeiro e sugeriu mudanças na Toca da Raposa I para dar mais privacidade a atletas e comissão técnica. Jardins passaram a limitar a passagem de jornalistas pela região dos vestiários e também a impedir o acesso aos campos de treinamento - foto: Arquivo Estado de MinasEm 1996, técnico Levir Culpi chegou ao Cruzeiro e sugeriu mudanças na Toca da Raposa I para dar mais privacidade a atletas e comissão técnica. Jardins passaram a limitar a passagem de jornalistas pela região dos vestiários e também a impedir o acesso aos campos de treinamento - foto: Arquivo Estado de MinasGoleiro Dida treina na Toca da Raposa I em 1996, ano em que vivia grande momento pelo Cruzeiro - foto: Arquivo Estado de MinasGoleiro Dida treina na Toca da Raposa I em 1996, ano em que vivia grande momento pelo Cruzeiro - foto: Arquivo Estado de MinasTime campeão da Copa do Brasil de 1996 posa para foto oficial na Toca da Raposa I - foto: Arquivo Estado de MinasTécnico Paulo Autuori na Toca da Raposa I em 1997, ano da conquista do bi da Copa Libertadores - foto: Arquivo Estado de MinasTécnico Paulo Autuori na Toca da Raposa I em 1997, ano da conquista do bi da Copa Libertadores - foto: Arquivo Estado de MinasToca I em 1997: volante Fabinho, um dos ídolos do Cruzeiro na conquista da Copa Libertadores naquele ano - foto: Arquivo Estado de MinasAtacante Alex Alves, do Cruzeiro, na Toca da Raposa I em 1998; Jogador faleceu em 2012 - foto: Arquivo Estado de MinasLevir Culpi na Toca da Raposa I em 1998, em outra passagem pelo Cruzeiro - foto: Arquivo Estado de MinasAtacante Túlio Maravilha na Toca da Raposa I em 1999, em curta passagem pelo Cruzeiro - foto: Arquivo Estado de MInasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasFelipão ao lado de Muller na Toca da Raposa I - foto: Arquivo Estado de MinasSorín na Toca da Raposa I em 2000, na era Felipão - foto: Arquivo Estado de MinasAtacante Fábio Júnior e zagueiro Cris na Toca da Raposa I em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasViveros, Jackson, Sorín e Fábio Júnior na Toca da Raposa I em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasEx-presidente do Cruzeiro, Felício Brandi, construtor da Toca da Raposa I, durante visita ao CT em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasFelipão em treino aberto do Cruzeiro em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasAtacante Geovanni na Toca da Raposa I em 2000, ano da conquista do tri da Copa do Brasil - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasVisita do ídolo Dirceu Lopes à Toca da Raposa I em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasVolante Ricardinho, jogador que mais conquistou títulos pelo Cruzeiro (15), na Toca da Raposa I, em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasVolante Ricardinho, jogador que mais conquistou títulos pelo Cruzeiro (15), na Toca da Raposa I, em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasImagens da Toca da Raposa I em 2000, ano da chegada do técnico Luiz Felipe Scolari - foto: Arquivo Estado de MinasTreino aberto do Cruzeiro na Toca da Raposa I, em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasFelipão em treino aberto do Cruzeiro em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasApresentação do atacante Edmundo na Toca da Raposa I em 2001 - foto: Arquivo Estado de MinasAtacante Edmundo tira fotos com torcedores do Cruzeiro na Toca I, em 2001 - foto: Arquivo Estado de MinasApresentação do meia Alex ao Cruzeiro em 2001, em sua primeira passagem pela Toca - foto: Arquivo Estado de MinasVolante colombiano Rincón leva ovada dos companheiros, na Toca I, em seu aniversário no ano de 2001 - foto: Arquivo Estado de MinasAtacante Edmundo na Toca I em 2001 - foto: Arquivo Estado de MinasMeia Alex em treino na Toca I em 2001, em sua primeira passagem pelo Cruzeiro - foto: Arquivo Estado de MinasMeia Alex em treino na Toca I em 2001, em sua primeira passagem pelo Cruzeiro - foto: Arquivo Estado de MinasLateral argentino Sorín em treino na Toca I em 2001, em seu segundo ano de Cruzeiro - foto: Arquivo Estado de MinasDiretor de futebol Eduardo Maluf, técnico Ivo Wortmann, auxiliar Caio Júnior e volante Rincón na Toca da Raposa I em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasDiretor de futebol Eduardo Maluf, auxiliar Caio Júnior e volante Rincón na Toca da Raposa I em 2000 - foto: Arquivo Estado de MinasTécnico Felipão recebe visita de pequeno torcedor na Toca I, em 2001 - foto: Arquivo Estado de MinasVisita do craque histórico Tostão à Toca da Raposa I em 2014 - foto: Arquivo Estado de MinasVisita do craque histórico Tostão à Toca da Raposa I em 2014 - foto: Arquivo Estado de Minas
O Cruzeiro fez história ao construir em Belo Horizonte espaço exclusivo para atividades e concentração de jogadores. Havia, naquele momento no país, locais destinados aos treinos dos clubes, mas nada comparado à estrutura montada pelo clube celeste.
A Toca da Raposa I foi erguida em um terreno de 60 mil metros quadrados na orla da Lagoa da Pampulha. Na época, o CT tinha como infraestrutura campos de futebol, sala de estar, biblioteca, piscina, cinema, capela, espaço médico, salas de fisioterapia, área de videotape, apartamentos, refeitório, vestiário, área de lazer e banheiros, entre outros.
foto: Estado de Minas/Reprodução
Jornal Estado de Minas noticia a inauguração da Toca I
A lista de convidados mostrou a importância da inauguração: o então governador de Minas Gerais, Rondon Pacheco, e o então prefeito de Belo Horizonte, Oswaldo Pieruccetti, marcaram presença. Até os presidentes de Atlético, Nelson Campos, e América, Ruy da Costa Val, não se furtaram em participar da festa.
A empolgação era grande naquela época com o vanguardismo do Cruzeiro, como mostra reportagem do EM. "A Toca da Raposa vai atrair tantos turistas quanto o Mineirão. Será admirada tanto quanto a Igrejinha de São Francisco".
De fato, a Toca I se tornou referência no Brasil. Prova disso é que a Seleção Brasileira utilizou as dependências do local na preparação para as Copas do Mundo de 1982 e 1986.
foto: Estado de Minas/Reprodução
Jornal Estado de Minas detalha a estrutura da Toca I
O ex-meio-campista Toninho Almeida viveu a transformação no Cruzeiro com a inauguração do centro de treinamentos do clube. Ele chegou à Raposa no fim da década de 1960 para treinar na categoria de base e, em pouco tempo, subiu ao profissional.
Antes da Toca I, os treinamentos do Cruzeiro eram no Barro Preto, onde o clube celeste mantinha o Estádio JK, que já estava decadente e não recebia os jogos da Raposa. A inauguração do CT na Pampulha permitiu um avanço no processo de profissionalização.
"Com a Toca, o Cruzeiro deu um passo muito grande rumo à modernidade. Os locais de treinamentos de todos os clubes eram precários. Lembro que a gente, para fortalecer a perna, subia e descia a arquibancada do Barro Preto, não tinha aparelhagem, que só veio com a inauguração da Toca", disse Toninho Almeida.
foto: Arquivo Estado de Minas
Preparação da Seleção Brasileira na Toca da Raposa I para a Copa do Mundo de 1986
Antes da Toca I, os jogadores da base e os solteiros do time profissional moravam em uma casa alugada pelo Cruzeiro no Centro de Belo Horizonte. Isso mudou com a inauguração do CT.
"Jogadores solteiros moravam na Avenida Amazonas, número 1696, era uma casa que servia de concentração e moradia para infantil, juvenil e aspirante, além dos solteiros da equipe profissional. A gente almoçava e descia para treinar: os profissionais pela manhã, e a base durante a tarde. Com a Toca da Raposa, era tudo em um lugar só, era mais prático e muito mais confortável", relembra.
Grande responsável pela obra
O pioneirismo do Cruzeiro tem nome e sobrenome: Felício Brandi, reconhecido por muitos como o principal presidente da história celeste. Ele dirigiu o clube de 1961 a 1982, conquistando o Campeonato Brasileiro de 1966, a Copa Libertadores de 1976 e 10 Campeonatos Mineiros (1961, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974 e 1975).
No fim dos anos 1960, Brandi teve a ideia de construir a Toca da Raposa I. Ele entendia que a Pampulha era o lugar ideal por estar próxima do Mineirão – onde o time celeste mandava suas partidas – e, na época, afastada do movimento do Centro da capital.
"Havia, na Pampulha, o Mineirão, a Igrejinha, o Zoológico de BH e muitos sítios. Não era uma área urbanizada como hoje, era um lugar muito tranquilo e distante do burburinho do Centro. Felício Brandi queria afastar o jogador da agitação, porque naquela época era comum torcedor ir acompanhar o treino, muitos curiosos também", relembra o ex-atacante Evaldo, que atuou na Raposa nas décadas de 1960 e 1970.
foto: Arquivo Estado de Minas
Ex-presidente do Cruzeiro Felício Brandi, construtor da Toca da Raposa I, durante visita ao CT em 2000
Existem algumas versões sobre a compra do terreno para construir a Toca I. A mais conhecida delas é que Brandi havia prometido à esposa que compraria um sítio para a família na Pampulha. Ao pesquisar terrenos na região e perceber a excelente localização em relação ao Mineirão, ele entendeu que ali era o local ideal para a construção de um centro de treinamentos para o Cruzeiro.
Evaldo rememora outros detalhes. "O presidente era um italiano de negócios, excelente para fazer acordos. Ele estava procurando um terreno na Pampulha para o Cruzeiro, mas estava com dificuldade de encontrar. Por fim, descobriu uma mulher que havia ficado viúva. Ele ficou atrás dela por muito tempo, tentando convencê-la até conseguir comprar o terreno", conta.
Deixando a modéstia de lado, Felício Brandi já reconheceu publicamente a relevância da sua administração. "Acredito que o Cruzeiro tenha um marco de divisão de duas eras: antes e depois que a gente começou a trabalhar no clube", disse, em entrevista nos anos 1990.
Na inauguração da Toca I, os sócios do Cruzeiro fizeram uma placa exaltando "o trabalho, o talento e a visão" de Brandi. "Ao grande presidente do Cruzeiro Esporte Clube Felício Brandi o reconhecimento e a gratidão da família cruzeirense pela construção dessa magnífica obra".
Em 2020, a Toca da Raposa I foi rebatizada em homenagem ao dirigente: Centro de Formação Felício Brandi. No local, o Cruzeiro descobriu grandes craques, como o próprio Ronaldo Fenômeno, que chegou a treinar por lá no seu início em Belo Horizonte.
Presente e futuro da Toca I
A Toca I começou a perder relevância com o surgimento da Toca da Raposa II, inaugurada em 2002 para receber os treinos do time profissional. Assim, o antigo CT ficou disponível para as categorias de base.
Com a crise financeira do Cruzeiro nos últimos anos, a Toca I chegou a ter a energia cortada pela Cemig em 2021. Mais grave ainda foram os efeitos em profissionais que trabalham no local, que ficaram vários meses sem receber. Houve greve, e o clima no CT ficou o pior possível.
A venda de 90% das ações da SAF do Cruzeiro incluiu as duas Tocas da Raposa no negócio. Sob o comando de Ronaldo, a Toca II passou por mudanças profundas, sendo totalmente repaginada.
foto: Arquivo Estado de Minas
Treino aberto do Cruzeiro na Toca da Raposa I, em 2000
Por sua vez, o trabalho na Toca I ainda é gradual. O diretor de operação do Cruzeiro, Enrico Ambrogini, explica o processo de reestruturação do espaço.
"Ao longo dos anos, foram feitas poucas intervenções na Toca da Raposa I, excetuando-se as reformas realizadas por projetos incentivados, na academia e na área médica, na década passada", disse.
Ambrogini detalha melhorias que estão sendo feitas e destaca que a intenção do clube é "gradualmente melhorar todos os aspectos da estrutura da Toca I".
"Buscamos maior qualidade para as pessoas que vivem, trabalham ou treinam no CT. Toda a área estrutural tem passado por melhorias, como a parte elétrica e telhados. Refizemos toda a hotelaria, assim como a reforma dos banheiros."
Outra preocupação do Cruzeiro é em relação aos campos. "Definimos que a mesma empresa que cuida dos campos da Toca II será responsável pela manutenção dos campos da Toca I. Dessa forma, com os gramados revitalizados, poderemos oferecer mais qualidade para os treinamentos de todas as categorias que utilizam o centro de treinamentos", completou o dirigente celeste.