Números de Rafael no Cruzeiro são superiores aos de Fábio no Fluminense
Adversários nesta quinta-feira (23), às 19h, Rafael Cabral, goleiro da Raposa, tem média de gols sofridos por partida inferior aos de Fábio no tricolor
foto: Staff Images -- MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC
Rafael Cabral (esq) já soma 35 jogos pelo Cruzeiro; com tais números, Fábio (dir) alcançaria a marca de 1.011 partidas pelo clube
Após 16 anos no Cruzeiro, o goleiro Fábio voltará a enfrentar o clube celeste. Agora pelo Fluminense, o arqueiro jogará contra a Raposa nesta quinta-feira (23), às 19h, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, no Maracanã. O confronto no Rio de Janeiro, contudo, será palco também de um grande duelo individual entre goleiros: o tricolor Fábio contra o celeste Rafael Cabral.
Após um início instável com a camisa do Cruzeiro, Rafael tem conseguido lidar com o peso de substituir Fábio, que deixou o clube em janeiro. O atual goleiro da Raposa, inclusive, tem números melhores em 2022 que o experiente jogador do Fluminense, de 41 anos.
Sob o comando do técnico Paulo Pezzolano, Cabral disputou 28 jogos em 2022 e sofreu 20 gols - média de 0,71 por partida. Já Fábio entrou em campo em 30 oportunidades e buscou 26 bolas na rede - média de 0,87 por duelo.
Vale destacar que o goleiro do Fluminense atuou menos vezes em competições estaduais em relação a Rafael. Fábio jogou cinco vezes pelo Campeonato Carioca e sofreu apenas um gol - média de 0,2 por partida. Já Cabral atuou em 11 jogos do Mineiro e foi vazado 13 vezes - média de 1,2 por duelo.
Por torneios continentais, Fábio tem dez partidas no total e nove gols sofridos - média de 0,9 por confronto. O goleiro jogou a Copa Libertadores e a Sul-Americana. Rafael, por sua vez, não participou de nenhuma competição internacional em 2022.
Campeonato Brasileiro
No mês de maio, quando vivia momento de instabilidade no Cruzeiro, Rafael Cabral teve uma significativa melhora de desempenho. A 'mudança de chave' veio após atuação heroica na terceira fase da Copa do Brasil, diante o Remo. O goleiro defendeu quatro pênaltis e classificou a equipe celeste às oitavas de final.
Posteriormente, Paulo Pezzolano solidificou o sistema defensivo celeste com um esquema com três zagueiros. Assim, o Cruzeiro se tornou um dos clubes com melhores números defensivos no país. Na Série B do Campeonato Brasileiro são 13 partidas e cinco gols sofridos - média de 0,38 por duelo.
Já o Fluminense é marcado pela irregularidade de desempenho de sua defesa. O time comandado por Fernando Diniz tem, na Série A, 13 jogos e 14 gols negativos - média de 1,1 por confronto.
Anos de conquistas
Fábio saiu do Cruzeiro depois de 17 anos ininterruptos, 976 partidas e 12 títulos: dois Brasileiros (2013 e 2014), três Copas do Brasil (2000, 2017 e 2018) e sete Campeonatos Mineiros (2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019).
Ao fim da temporada passada, o goleiro havia demonstrado interesse em permanecer na Toca da Raposa II por mais um ano, para, enfim, completar 1.000 partidas pelo Cruzeiro. No entanto, teve seus planos frustrados pela gestão de Ronaldo Fenômeno, que não chegou a um acordo para renovar com o goleiro.
À época, Fábio informou ter recebido uma proposta de apenas três meses de vínculo e encerramento de carreira depois do Campeonato Mineiro. Ele tentou convencer os responsáveis pela SAF a fechar acordo de um ano inteiro, tal como havia sido apalavrado na gestão do presidente Sérgio Santos Rodrigues, porém não conseguiu.
Fábio (atrás de Sorín) foi campeão da Copa do Brasil de 2000. Na época, ele era o reserva de André. - foto: Arquivo/EM/D.APressNo retorno ao clube, em 2005, Fábio foi apresentado ao lado do volante Marabá e do lateral-esquerdo Athirson
- foto: Arquivo EM/D.A PressEm 2005, a torcida pegou no pé de Fábio acusando-o de falhar em duas cobranças de falta na eliminação do Cruzeiro para o Paulista de Jundiaí, na semifinal da Copa do Brasil. - foto: Arquivo EM/D.A PressNa segunda passagem pelo Cruzeiro, Fábio conquistou seu primeiro título em 2006, o Estadual, sobre o Ipatinga. - foto: Arquivo/EM/D.APressEm 2007, Fábio teve momento difícil no Cruzeiro, na goleada para o Atlético por 4 a 0, na final do Mineiro. No quarto gol, ele estava de costas no momento da finalização de Vanderlei - foto: Arquivo EM/D.A PressEm 2008, Fábio ergueu o troféu do Campeonato Mineiro, depois de goleada por 5 a 0 sobre o Atlético na final. - foto: Arquivo/EM/D.APressEm 2008, Fábio fez uma bela defesa de pênalti cobrado por Nilmar, e ajudou o Cruzeiro na briga pelo título nacional. O clube celeste acabou a competição em 3º lugar. - foto: Arquivo/EM/D.APressO título mineiro de 2009 foi conquistado com nova goleada por 5 a 0 sobre o rival Atlético. - foto: Arquivo/EM/D.APressNo primeiro jogo da final da Libertadores de 2009, Fábio teve uma de suas melhores atuações com a camisa do Cruzeiro. Ele foi o grande responsável pelo placar de 0 a 0, na Argentina. Na partida de volta, porém, o clube celeste acabou derrotado por 2 a 1 para o Estudiantes, no Mineirão. Em 2009, Fábio defendeu pênalti cobrado por Ronaldo Fenômeno, no Mineirão. - foto: Arquivo/EM/D.APressEm 2011, Fábio levantou o troféu de campeão mineiro sobre o rival Atlético. - foto: Arquivo EM/D.A PressFábio conquistou o prêmio Bola de Prata da Revista Placar em 2010 e 2013, como melhor goleiro do Brasileirão - foto: Arquivo/EM/D.APressFábio conquistou o prêmio 'Craque do Brasileirão', da CBF, em 2010 e 2013, como melhor goleiro do Brasileiro - foto: Arquivo/EM/D.APressFábio conquistou seu quarto título mineiro em 2011, depois de vitória por 2 a 0 sobre o Atlético, na Arena do Jacaré - foto: Arquivo/EM/D.APressEm 2012, Ronaldinho Gaúcho entrou para a lista de jogadores que tiveram cobranças de pênalti defendidas por Fábio - foto: Arquivo/EM/D.APressEm 2013, Fábio pegou pênalti e rebote de Fred, no Maracanã, pelo Brasileiro - foto: Arquivo/EM/D.APressNo jogo em que o Cruzeiro comemorou o título brasileiro de 2013, Fábio fechou o gol, contra o Grêmio, no Mineirão - foto: Arquivo/EM/D.APressCapitão Fábio ergueu o troféu de campeão brasileiro de 2013 - foto: Arquivo/EM/D.APressEm 2014, Fábio conquistou seu quinto título mineiro depois de empate em 0 a 0 com o Atlético no Mineirão - foto: Arquivo/EM/D.APressNo Brasileiro de 2014, Fábio foi importante na vitória sobre o Grêmio, por 2 a 1, em Porto Alegre, que deixou o Cruzeiro a um passo do título - foto: Arquivo/EM/D.APressCapitão Fábio voltou a erguer o troféu de campeão brasileiro em 2014 - foto: Arquivo/EM/D.APressEm 2015, Fábio foi o herói da classificação do Cruzeiro nas oitavas de final da Libertadores, sobre o São Paulo, ao defender dois pênaltis. Na ocasião, ele pegou uma cobrança de Luís Fabiano pela terceira vez na carreira - foto: Arquivo/EM/D.APressFábio defendeu a cobrança de Luan na disputa de pênaltis contra o Grêmio, pela semifinal da Copa do Brasil de 2017, e levou o Cruzeiro à decisão - foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A PressEm 2017, Fábio defendeu a cobrança de Diego na disputa por pênaltis contra o Flamengo e deu o quinto título da Copa do Brasil ao Cruzeiro - foto: Ramon Lisboa/EM/D.A PressFábio foi decisivo nos pênaltis contra o Santos, na Copa do Brasil de 2018. Ele fez três defesas e colocou o Cruzeiro nas semifinais do torneio - foto: Arquivo EM/D.A PressEm carretada por BH, Fábio comemora título da Copa do Brasil 2018, vencido contra o Corinthians, com os companheiros de Cruzeiro - foto: Douglas Magno/AFPFábio é o maior vencedor do Troféu Telê Santana, com 19 prêmios conquistados - foto: Arquivo/EM/D.APressFábio encerrou a passagem pelo Cruzeiro com 976 jogos disputados, sendo o jogador que mais vestiu a camisa celeste na história
- foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Estadão ConteúdoNos 976 jogos pelo Cruzeiro, Fábio defendeu 34 pênaltis defendidos e comemorou 12 títulos - dois Campeonatos Brasileiros (2013 e 2014), três Copas do Brasil (2000, 2017 e 2018) e sete Campeonatos Mineiros (2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018 e 2019). - foto: Gustavo Aleixo/CruzeiroFábio não chegou à sonhada marca de 1000 jogos pelo Cruzeiro. Ele acertou contrato para 2022, mas acabou dispensado pela gestão da SAF do Cruzeiro antes do início da temporada - foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro