Com o adeus de André Mazzuco, que acertará com o Santos, o Cruzeiro volta a procurar um diretor de futebol no mercado. Na administração do presidente Sérgio Santos Rodrigues, três profissionais já ocuparam o cargo: Deivid e Ricardo Drubscky, além de Mazzuco.
Antes de o paranaense chegar ao time, em janeiro de 2021, o futebol do Cruzeiro era comandado por Deivid, que foi contratado pouco tempo depois de Sérgio Santos Rodrigues assumir o comando do clube, em maio de 2020.
Deivid começou trabalhando como diretor técnico, ao lado de Ricardo Drubscky, então diretor de futebol. Drubscky exerceu primeiro o comando da base. Em março de 2020, ele assumiu a direção de futebol profissional, ocupando as funções de Ocimar Bolicenho.
Drubscky foi demitido em outubro de 2020, sob forte pressão da torcida que via o time decepcionar em campo, na Série B do Campeonato Brasileiro. Deivid também foi alvo de protestos, mas não foi desligado porque é um profissional da confiança de Sérgio Rodrigues.
Conselho Gestor
Em janeiro de 2020, o Conselho Gestor contratou o diretor de futebol Ocimar Bolicenho, nome referendado por Alexandre Mattos, que auxiliava o clube no processo de reconstrução. Semanas depois, Mattos foi contratado pelo maior rival, o Atlético.
O futebol do Cruzeiro não evolui com Bolicenho, que não demorou a cair. Ele deixou o clube ao lado de Adilson Batista em março do ano passado. Ambos foram responsáveis pela façanha de deixar o time de fora da semifinal do Campeonato Mineiro. O responsável pelo futebol no período do Conselho Gestor era Carlos Ferreira, interlocutor do futebol com os administradores.
Wagner Pires de Sá
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Em outubro de 2019, Itair deixou o Cruzeiro, já que era investigado pela Polícia Civil. Ele montou um time milionário que estava na zona de rebaixamento do Campeonato Brasieliro - a Raposa acabou caindo e viu a dívida crescer assustadoramente.
Zezé Perrella assumiu o futebol e ficou até dezembro daquele ano. Não conseguiu evitar a queda para a Série B, uma das maiores manchas da história centenária do clube. O empresário Márcio Rodrigues ficou algumas semanas na liderança do futebol até o Conselho Gestor entrar no comando.
Gilvan de Pinho Tavares
Quando Gilvan de Pinho Tavares assumiu a presidência do Cruzeiro em janeiro de 2012, ele resolveu apostar em um jovem que fazia bom trabalho no América. Alexandre Mattos conseguiu repetir o desempenho na equipe celeste, conquistando o bicampeonato brasileiro (2013 e 2014) e um título mineiro (2014). Ele se tornou um profissional reconhecido por todos no futebol brasileiro. Deixou o clube em dezembro de 2014 para fechar com o Palmeiras.
Na saída de Mattos, Gilvan assumiu a responsabilidade do futebol ao lado de Valdir Barbosa, então gerente de futebol, e Benecy Queiroz, supervisor. Foi nesta época que o clube contratou Arrascaeta e Latorre. O primeiro teve grande passagem pela Toca da Raposa II, enquanto o segundo não chegou a entrar em campo pelo time profissional e rendeu enormes perdas para o clube, que pagou R$ 18,5 milhões em 2019 ao Atenas-URU pelo jogador.
Gilvan entendeu que precisava de um diretor e contratou um nome indicado por Vanderlei Luxemburgo, então treinador do time. Isaías Tinoco chegou em agosto de 2015 e ficou até setembro no cargo. Mostrou que não conhecia bem o futebol mineiro e deu a seguinte declaração: "Dizem que não é a maior em Minas (a torcida do Cruzeiro)". A declaração gerou forte repercussão na torcida e dentro do próprio clube.
Em setembro de 2015, Gilvan resolveu colocar Bruno Vicintin como gestor do futebol profissional. Ele era superintendente da base e amigo de Alexandre Mattos. Vicintin teve trabalho duradouro, permanecendo até o fim da gestão Gilvan de Pinho Tavares. Com ele no comando do futebol, passaram pela diretoria Thiago Scuro, que ficou de setembro de 2015 a dezembro de 2016, e Klauss Câmara, de janeiro a novembro de 2017. Tinga foi gerente de futebol no período.
Zezé Perrella
Na administração de Zezé Perrella, Eduardo Maluf era quem comandava o futebol do Cruzeiro por anos, até ser demitido e contratado pelo Atlético. Dimas Fonseca assumiu em maio de 2010. Ele era amigo pessoal de Perrella. Sofreu grande rejeição da torcida, deixando o clube no início de 2012.