A derrota por 1 a 0 para o limitado Brasil-RS, que não havia ganhado de ninguém na Série B do Campeonato Brasileiro, escancara a realidade do Cruzeiro hoje: um time perdido, que muda sempre e que ninguém sabe qual é a proposta de jogo. Claro que poderia até ter saído com a vitória em Pelotas, mas não jogou o suficiente para isso, apesar de o técnico Enderson Moreira achar o contrário.
No momento ninguém espera que o time celeste dê espetáculo. O que a torcida quer é eficiência, ganhar de adversários inferiores, ainda que por 1 a 0, de forma sofrida, para sair o mais rápido possível da Segunda Divisão.
Mas nem isso o Cruzeiro tem conseguido depois dos três triunfos iniciais, nos quais ao menos mostrou algum poder de reação e conseguiu chegar ao gol. Atualmente, qualquer adversário parece uma equipe bem treinada.
O maior risco não é demorar a encontrar o bom futebol. O maior risco é perder o respeito das outras equipes da Segunda Divisão. Todas com histórias infinitamente menos vitoriosas.
Mas história e tradição não garantem três pontos. Então, que todos no clube se conscientizem que é preciso melhorar muito para obter os resultados esperados. Se não vão chegar reforços na acepção da palavra, que a equipe apresente o mínimo de consistência tática. Até agora, o que se viu foi um amontoado de jogadores, muitos visivelmente longe da melhor forma técnica.
Assim vai ser difícil voltar à elite em 2021.
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