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Veto orçamentário, Conselho de Administração, responsabilização e mais: Cruzeiro divulga propostas para modernização do Estatuto

Presidente precisará convocar Assembleia Geral para propor mudanças

postado em 13/03/2020 18:02

(Foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)

O Cruzeiro divulgou, nesta sexta-feira, as primeiras ideias para a modernização de seu Estatuto. O trabalho é conduzido pelo superintendente jurídico do clube, Kris Brettas, que integra o Núcleo Dirigente Transitório, responsável pela administração do clube desde o fim de dezembro de 2019, quando o presidente Wagner Pires de Sá e seus vices, Hermínio Lemos e Ronaldo Granata, renunciaram aos cargos.

“Propostas orçamentárias definidas e uma gestão correta do orçamento trarão muitos ganhos ao Cruzeiro. O presidente apresentará o plano orçamentário e, se aprovado pelo Conselho Deliberativo, deverá segui-lo ciente das punições que poderá sofrer caso não o cumpra”, explicou Kris Brettas.

Esta minuta ainda está sendo finalizada e será apresentada ao Núcleo Dirigente Transitório. Após esta etapa, será criada uma comissão de conselheiros para que este documento possa ser discutido e para também sugestão de ideias. Posteriormente poderá ser levado à votação”, complementou o superintendente jurídico.

Para conseguir aprovação de uma nova versão do Estatuto, o presidente em exercício, José Dalai Rocha, precisará convocar Assembleia Geral, órgão do clube que tem participação de associados e conselheiros. A aprovação se dá com maioria simples dos votos, que têm pesos diferentes: conselheiro benemérito: seis por um; conselheiro nato: cinco por um; conselheiro efetivo: quatro por um; conselheiro suplente: dois por um; associado: um por um. 

O Estatuto do Cruzeiro também determina que a Assembleia Geral só seja realiazada "com a presença de pelo menos 1/4 (um quarto) dos associados em condição de voto ou, em segunda convocação, após trinta minutos, com qualquer número". 

Veja as propostas publicadas pelo Cruzeiro em seu site oficial:

  • Criação de um programa de cargos e salários, algo inexistente no Cruzeiro, em que a remuneração dos colaboradores deverá seguir os parâmetros praticados no mercado, não podendo superar o teto do funcionalismo público federal. Este documento deverá ser apresentado e aprovado pelo Conselho Deliberativo;

  • No caso de salários de atletas e comissão técnica e de outras contratações que ultrapassem mil salários mínimos, os casos deverão ser apresentados e aprovados pelo Conselho de Administração;

  • Obrigatoriedade de apresentação de proposta orçamentária anual do Clube por parte do presidente;

  • Exigência de formação superior em Administração, Ciências Contábeis, Direito, Economia ou Engenharia para integrar o Conselho Fiscal;

  • Regras mais rígidas para a punição de dirigentes que descumprirem o Estatuto;

  • Regras mais claras para demonstrações contábeis, seguindo padrões de transparência e regras do PROFUT;

  • Obrigatoriedade de contratação anual de auditoria independente, com registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários);

  • Responsabilização de dirigentes na gestão dos orçamentos anuais. O limite de gastos é até 5% acima do valor previsto no ano;

  • Inclusão do Conselho de Notáveis, que prestará auxílio consultivo, e do Conselho de Administração, que terá envolvimento direto na gestão do Clube. Ambos terão a participação de conselheiros independentes;

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