No despacho, a magistrada argumentou que o caso de Éderson não é urgente, visto que a janela de transferências se encerra somente em 16 de abril, e que o Cruzeiro precisa ter tempo para apresentar a sua defesa. A juíza também negou o pedido dos advogados para que o processo corresse em segredo de Justiça.
“Quanto ao pleito de rescisão indireta, em sede de tutela antecipada de urgência, a despeito de ser público e notório que a reclamada vem, reiteradamente, descumprindo suas obrigações, considerando a dinâmica de trabalho da 1ª Vara Trabalho de Belo Horizonte, com a possibilidade de célere marcação de audiência já para o dia 10/02/2020, na qual, após a apresentação de defesa por parte da reclamada, será possível a utilização de mais elementos de convicção para subsidiar a decisão e, considerando ainda, que pela própria alegação autor, a janela de transferências só se encerrará em 16 de abril, depreende-se que o requisito de urgência não se encontra, por ora, configurado, sendo mais adequado aguardar a apresentação de defesa pela reclamada e a realização da audiência inicial antes de tomar uma decisão que, pela sua própria essência, pode tomar ares de definitividade, sem que, com isso, se prejudique o eventual direito do obreiro”.
Nesta sexta, o Cruzeiro pagou quase a metade do valor que devia a Éderson. Conforme apurado pela reportagem, o meio-campista havia feito um compromisso de adquirir um apartamento em Belo Horizonte. Como o clube atrasou o salário, precisou a recorrer a um de seus empresários, André Cury, que lhe emprestou R$ 150 mil.
No processo contra o Cruzeiro na 1ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, Éderson cobrava cerca de R$ 2 milhões. A quantia corresponde aos salários e verbas trabalhistas em atraso, além das remunerações pendentes até o encerramento de seu contrato, em julho de 2023.
Éderson tem 60% dos direitos econômicos ligados à Raposa, que pagou R$ 1,25 milhão ao Desportivo Brasil, de São Paulo. Ele foi um dos poucos destaques na participação desastrosa do time celeste no Campeonato Brasileiro - rebaixado à Série B em 17º lugar, com 36 pontos em 38 rodadas. Em 21 jogos na competição, o volante marcou dois gols.
Além de Éderson, o Cruzeiro enfrenta cobranças judiciais do zagueiro Fabrício Bruno, do meia Thiago Neves e do atacante David. Já os laterais-esquerdos Dodô e Egídio, os volantes Henrique e Jadson, o meia Marquinhos Gabriel, e os atacantes Pedro Rocha, Joel e Ezequiel deixaram o clube.
Além de Éderson, o Cruzeiro enfrenta cobranças judiciais do zagueiro Fabrício Bruno, do meia Thiago Neves e do atacante David. Já os laterais-esquerdos Dodô e Egídio, os volantes Henrique e Jadson, o meia Marquinhos Gabriel, e os atacantes Pedro Rocha, Joel e Ezequiel deixaram o clube.