
O ator político que ainda resistia era Granata. Ele, contudo, divulgou uma carta nesta quarta-feira dizendo que não será obstáculo para que o Conselho Gestor assuma o comando do clube. No documento, ele não usou a palavra renúncia, embora a tendência seja essa.
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Antes de renúncias no Cruzeiro, torcedores protestam em frente à residência do presidente Wagner Aquiles Diniz não fará parte de Conselho Gestor do Cruzeiro, mas contribuirá com nova gestão; grupo será anunciado após renúncias Três torcedores organizados do Cruzeiro se apresentam e são presos em delegacia da capital Polícia Civil inicia 'Operação Cartão Vermelho' contra arbitragem; Jorge Rabello é preso
O presidente Wagner já demonstrou que pode deixar o comando do clube. Ele teria colocado como condição que os integrantes do grupo gestor virem avalistas de parte das dívidas feitas em sua gestão. Hermínio Lemos, primeiro vice-presidente, também indicou que está disposto a abandonar a gestão do clube.
"O Wagner e o Hermínio já indicaram pela saída", disse Dalai. "Estamos fazendo agora os termos da renúncia coletiva dos três", frisou o presidente do Conselho.
A expectativa é que as renúncias do trio sejam oficializadas até o fim desta quarta-feira. Desta forma, o caminho ficará aberto para que o Conselho Gestor assuma a administração do Cruzeiro.
O Conselho Gestor será composto por Pedro Lourenço, dono do Supermercados BH; Emílio Brandi, do grupo Nova Safra; Pietro Sportelli, presidente da Aethra; Alexandre de Souza Faria, da Multiseg; Carlos Ferreira Rocha, do Frigorifo Uberaba; Saulo Tomaz Froes, da Lokamig; e Jarbas Matias dos Reis, que participou da comissão de sindicância e que integrou o conselho criado por Zezé Perrella em outubro para ajudar na administração.
O empresário Aquiles Diniz preferiu auxiliar na gestão tendo uma cadeira simbólica na Sede Administrativa, mas sem participar do grupo formalmente.