
Saiba mais
Oposição do Cruzeiro entra com ação na Justiça para impedir realização de Assembleia Geral convocada por Wagner Em busca de acordo, Wagner se reúne com Perrella, mas sugere permanência de Itair no Cruzeiro; oposição pressiona por renúncia em bloco Sérgio Nonato pede demissão do cargo de diretor-geral do Cruzeiro com objetivo de 'pacificar clube' Presidente do Cruzeiro marca Assembleia para o mesmo dia de reunião do Conselho que votará seu afastamento FAQs: perguntas e respostas sobre a reunião que definirá o futuro da diretoria do Cruzeiro Manobra contábil, antecipação de receitas, superfaturamento: argumentos do Conselho para votar afastamento de Wagner do Cruzeiro 'Dia 21 renasceremos': torcida do Cruzeiro inicia campanha por afastamento de Wagner, e conselheiros revelam votos nas redes
Os oposicionistas afirmam ainda que a manobra de Pires de Sá, que seria “nula de pleno direito”, visa “tumultuar” o ambiente do clube. “Se é oposição que atrapalha, por que tumultuar o clube com outra reunião no mesmo dia, convocada posteriormente?”, questionam, antes de apontar um suposto medo do presidente com a votação de seu afastamento.
“Se o trabalho é bom, por que não submetê-lo ao crivo dos conselheiros, representantes de 9 milhões de torcedores? Por que o medo da votação?”, finaliza o grupo de oposição.
A corrente Pró-Cruzeiro Transparência, a principal de oposição no clube hoje, segue acreditando que o quórum da reunião marcada para as 19h do dia 21 de outubro (segunda-feira), no auditório do Hotel Dayrell, em Belo Horizonte, será maior do que a da Assembleia Geral, agendada para mesma data e horário. O grupo também está confiante de que terá a metade dos votos mais um para afastar Pires de Sá temporariamente de seu cargo no clube.
Procurada pela reportagem, a diretoria do Cruzeiro informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "tudo foi feito com sustenção do departamento jurídico, que está atento a todas as movimentações".
Veja, na íntegra, a nota distribuída pela oposição do Cruzeiro:
O Presidente do Cruzeiro convocou uma Assembleia Geral “na forma prevista no parágrafo 2º do art. 8º do Estatuto Social” do Cruzeiro Esporte Clube.
Eis a redação do artigo:
Art. 8º. A Assembleia Geral reunir-se-á:
II – extraordinariamente, para deliberar sobre as matérias previstas nos incisos II, III e IV do art. 6º
Parágrafo 1º. Somente poderá ser tratado na Assembleia Geral o assunto que ensejou a sua convocação, sendo nula qualquer deliberação estranha ao seu objeto.
Eis a redação do artigo 6º, ao qual foi feita remissão no art. 8º:
Art. 6º. Compete privativamente à Assembleia Geral:
II – destituir o Presidente ou os Vice-Presidentes do Cruzeiro Esporte Clube;
III – alterar o Estatuto;
IV – deliberar sobre a extinção da entidade.
Sendo assim, está claro que a Assembleia Geral convocada pelo Presidente só pode ser feita nas hipóteses acima, o que não é o caso da publicação de edital feita hoje, cujas matérias não estão no rol do artigo 6º.
Sendo assim, é nula de pleno direito a Assembleia, que mostra-se uma tentativa desesperada de esvaziar a legitima reunião convocada para afastamento da Diretoria.
Por fim, as perguntas:
1) Se é a “oposição” que atrapalha o clube, por que tumultuar o clube com outra reunião no mesmo dia, convocada posteriormente?
2) Se o trabalho é bom, por que não submetê-lo ao crivo dos Conselheiros, representantes de 9 milhões de torcedores? Por que o medo da votação?