
Saiba mais
Ônibus do Cruzeiro é atacado no Horto depois de jogo contra o Atlético; veja fotos Thiago Neves responde jornalistas da ESPN após classificação do Cruzeiro: 'Está ficando sem graça calar a boca desses caras' Ao som de 'Vou Festejar', Cruzeiro provoca Atlético após classificação: 'Único gigante de Minas'
Mano fez uma substituição curiosa na reta final do clássico: tirou Pedro Rocha, aos 37 minutos do segundo tempo, e colocou Dodô. O objetivo era reforçar a marcação do lado esquerdo, já que Geuvânio, do Atlético, arriscava jogadas de velocidade para cima do já amarelado Egídio. De acordo com o treinador cruzeirense, o atacante não tinha mais condições de auxiliar o sistema defensivo e nem tampouco de puxar contragolpes.
“Cansaço extremo, cansaço extremo. Nós, naquela hora, não tínhamos contra-ataque. Tínhamos que defender e suportar. E o Atlético colocou Geuvânio, e Egídio já tinha cartão amarelo. Geuvânio começou a passar individualmente algumas vezes, criar problema para a gente, trazer a bola para dentro. Então a gente queria dobrar com Dodô e Egídio para que essa bola não saísse do cruzamento com tanta frequência. Essa era a ideia. Pedro já estava no limite, não tinha mais condição de continuar”.
As outras alterações realizadas por Mano foram David no lugar de Fred, aos 13min, e Jadson na vaga de Robinho, aos 17min. O camisa 11 recebeu cartão vermelho seis minutos depois por desentendimento com o atacante atleticano Alerrandro, também expulso. A confusão aconteceu quando o árbitro Flávio Rodrigues de Souza se preparava para verificar o gol de Pedro Rocha no VAR.
“Penso que o pecado para a gente foi o gol anulado e a expulsão de David, pois aí sim teríamos o contra-ataque, como já aconteceu no lance do gol. São escolhas difíceis, treinador vive assim, às vezes dá certo, às vezes não”, frisou Mano, que, na sequência, avaliou outras escolhas, como as entradas do lateral-direito Orejuela, um dos destaques defensivos do Cruzeiro, e do atacante Fred, apagado no clássico.
“Hoje colocar Orejuela era risco total, colocamos, deu certo. Colocamos de volta na última hora Romero passando para marcação. Iniciei com Fred, que não era um jogador de contra-ataque. A intenção é que Fred segurasse a bola na frente para a gente poder sair. Esperávamos o Atlético pressionando. Queríamos que a bola ficasse mais lá, não ficou tanto. Mas o resultado final é o que passa e nos deixa contentes”.