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Fábrica de paredões: preparação de goleiros do Cruzeiro é refletida em campo por Fábio e Rafael Cruzeiro tentará vitória inédita sobre o Huracán na Copa Libertadores; veja retrospecto contra 47 clubes Empresário de Henrique relata surpresa com convite do Cruzeiro ao volante: 'Querem que ele siga no pós-carreira'
Fábio tem 815 partidas com a camisa do Cruzeiro. Provavelmente, ao término de seu contrato, romperá a marca de 900. Um milésimo jogo só seria possível se o goleiro adiasse a aposentadoria e continuasse nos gramados até dezembro de 2022. Inspirações não faltam. Rogério Ceni, por exemplo, guardou a meta do São Paulo por 22 anos (1993 a 2005) e contabilizou 1.238 jogos. Pelé representou o Santos em 1.116 duelos, enquanto Roberto Dinamite esteve em 1.110 confrontos defendendo o Vasco.
Ainda que não chegue a tais marcas, Fábio seguirá por décadas ou até mesmo séculos como recordista de jogos pelo Cruzeiro. O segundo colocado da lista é Zé Carlos, falecido em junho de 2018, aos 73 anos. O ex-volante celeste nos anos de 1960 e 1970 esteve em 633 partidas. O atleta em atividade que mais se aproxima do goleiro é justamente Henrique, com 464 jogos. Para superar essa estatística, o camisa 8 precisaria contar com a retirada imediata do colega, além de registrar uma média de 50 aparições em campo por sete temporadas consecutivas.
Se alcançar Fábio é praticamente impossível, Henrique tem boas chances de superar a ‘barreira’ de 500 jogos pelo Cruzeiro ainda em 2019. Nessa circunstância, o meio-campista de 33 anos ultrapassaria o ex-ponta Joãozinho (485) e pularia para a oitava posição. Seria viável também sonhar com o quarto lugar, pertencente a Wilson Piazza (566 jogos).
Fábio e Henrique têm nove títulos em comum no Cruzeiro: cinco Campeonatos Mineiros (2008, 2009, 2011, 2014 e 2018), duas Copas do Brasil (2017 e 2018) e dois Campeonatos Brasileiros (2013 e 2014). Sem a parceria com o volante, o goleiro venceu o Estadual de 2006 e a Copa do Brasil de 2000.
Em 22 anos como atleta profissional, Fábio jamais atuou por um clube do exterior. Além de Cruzeiro e Vasco, ele teve breve experiência no Athletico Paranaense e fez a base no União Bandeirante, do Paraná. Já Henrique, revelado no Londrina e com boas passagens por Figueirense e Santos, jogou o segundo semestre de 2007 no Jubilo Iwata, do Japão. Um técnico que sempre apostou em seu futebol foi Adilson Batista, responsável por indicá-lo ao Cruzeiro, em 2008. Ao longo de sua jornada em BH, o camisa 8 aprimorou a qualidade no passe, no posicionamento e se tornou imprescindível para controlar as ações no meio-campo. Em algumas ocasiões se aventura no ataque e faz gols em chutes de média distância e de cabeça.
Números de Fábio no Cruzeiro
ANO / JOGOS / GOLS SOFRIDOS
2005 / 69 / 90
2006 / 59 / 55
2007 / 49 / 61
2008 / 62 / 71
2009 / 64 / 72
2010 / 61 / 60
2011 / 56 / 57
2012 / 54 / 68
2013 / 59 / 52
2014 / 71 / 64
2015 / 61 / 56
2016 / 39 / 48
2017 / 40 / 37
2018 / 62 / 45
2019 / 8 / 5
Total / 815 / 840
Números de Henrique no Cruzeiro
ANO / JOGOS / GOLS
Números de Henrique no Cruzeiro
ANO / JOGOS / GOLS
2008 / 36 /2
2009 / 61 / 4
2010 / 58 / 4
2011 / 25 / 2
2013 / 9 / 0
2014 / 55 / 2
2015 / 56 / 3
2016 / 53 / 6
2017 / 53 / 2
2018 / 52 / 2
2019 / 6 / 0
Total / 464 / 27
2018 / 52 / 2
2019 / 6 / 0
Total / 464 / 27
JOGADORES QUE MAIS DISPUTARAM PARTIDAS PELO CRUZEIRO:
1. Fábio – goleiro – 815
2. Zé Carlos – volante – 633
3. Dirceu Lopes – meia – 610
4. Piazza – volante – 566
5. Raul – goleiro – 557
6. Eduardo Amorim – meia – 556
7. Vanderlei – lateral-esquerdo – 538
8. Joãozinho – ponta-esquerda – 485
9. Henrique – volante – 464
9. Henrique – volante – 464
10. Palhinha – atacante – 457
11. Ademir – volante – 442
12. Ricardinho – volante – 441
13. Adelino – lateral-direito – 430
14. Vavá – zagueiro – 428
15. Darci Menezes – zagueiro – 427