
Conquistar a Copa do Brasil não é novidade para Mano Menezes, que graças ao título do Cruzeiro sobre o Corinthians, nesta quarta-feira, chegou à sua terceira taça. Ele já havia sido campeão em 2017, pelo próprio clube mineiro, e 2009, dirigindo o Corinthians. Com o troféu, o gaúcho obteve feito inédito. Em 30 anos de existência do torneio, ele se tornou o primeiro treinador a ganhar o título por dois anos consecutivos.
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A segunda passagem começou no dia 26 de julho de 2016. Ao todo, considerando o período de quase quatro meses em 2015 (agosto a dezembro), Mano comandou o time em 183 partidas, o que o deixa a apenas quatro de Ênio Andrade, quinto treinador que mais vezes dirigiu o clube na história. E seu contrato atual só termina ao final de 2019. O treinador poderá, portanto, alcançar o segundo lugar, posto ocupado por Levir Culpi (257).
Na Toca da Raposa, Mano fez o que mais gosta: reestruturou e montou um time à sua maneira. Desde o ano passado, foi filtrando os nomes com os quais gostaria ou não de trabalhar. Deu aval a negociações como a que envolveu a volta de Egídio, muito criticado em sua trajetória no Palmeiras. Bancou o argentino Barcos entre os titulares, apesar de o atacante não viver seu melhor momento na carreira. Fez a torcida e a diretoria acreditarem que era, sim, possível escalar Thiago Neves e Arrascaeta juntos.
Resumo da ópera: Egídio virou peça fundamental da equipe e parece nunca ter vestido outra camisa que não a celeste na carreira. Barcos marcou os gols da semifinal contra o Palmeiras que classificaram os mineiros à grande decisão. Thiago Neves e Arrascaeta são os artilheiros da temporada, com 13 e 12 gols, respectivamente.
A última missão em 2018 será conduzir o clube a um término digno de Brasileirão - de que o treinador abertamente abriu mão quando o funil da temporada mostrou ser inviável levar as duas competições. Com 37 pontos e uma partida a menos que os concorrentes, os mineiros se veem confortáveis a seis pontos de distância da zona de rebaixamento.
Com três títulos de Copa do Brasil e dois de Série B no currículo, falta agora ao comandante ganhar a Série A e a Copa Libertadores para completar uma ficha recheada de bons serviços prestados e passagem pela Seleção Brasileira. Por que não sonhar com tudo isso no futuro?