
"Vou estar no Mineirão, claro. Um grande jogo como esse, na cidade que estamos trabalhando, não pode deixar de ser assistido por quem trabalha com futebol. Jogos grandes mexem com todo mundo", revelou o treinador celeste em entrevista ao Esporte Interativo.
Adepto do 4-3-2-1 na maioria das partidas do Cruzeiro, o treinador comentou o que espera do 4-1-4-1 de Tite e do 4-4-1-1 de Edgardo Bauza para a partida de logo mais.
"As duas maneiras são boas. Desde que você seja eficiente e consiga realizar sua proposta. o Tite vem jogando assim desde a época do Corinthians e levou o esquema para a Seleção. O Brasil vem jogando bem, desenvolvendo um bom futebol, o caminho é a manutenção da ideia. Até pra você sentir contra um adversário diferenciado, se essa maneira é confiável de produzir mais evolução", analisou Mano Menezes.
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Os olhos de todos estarão voltados mais uma vez para o confronto entre Neymar e Messi. Parceiros no Barcelona, os dois são os principais jogadores de suas respectivas seleções. Porém, Mano destaca a importância do coletivo para que cada um consiga demonstrar sua habilidade.
"É normal que se centralize um pouco as atenções nas duas referências que são Neymar e Messi, pela grandeza dos dois jogadores e o significado que eles tem no cenário internacional. Mas certamente o futebol nãos será decidido só pelos dois. Se você não tiver um bom time, essa individualidade vai sofrer mais, vai ter muito poucas oportunidades de fazer valer a sua capacidade técnica , que é diferenciada. Se o time tiver bem, mais bolas vão chegar e eles terão mais oportunidades de mostrar essa difrença técnica. A ordem é sempre essa, primeiro o coletivo, depois o individual" avaliou Mano.
Seleção Brasileira
De 2010 a 2012 Mano Menezes era quem comandava a Seleção Brasileira. Demitido após 33 partidas, com 21 vitórias, seis empates e seis derrotas, o atual técnico do Cruzeiro falou sobre a passagem e um possível retorno à Seleção.
"Muita gente que hoje fala que a demissão foi injusta, na época contribuiu para que ela acontecesse, com uma falta de entendimento do momento que a gente atravessava, da busca de novos valores, muitos deles estão aí hoje na Seleção Brasileira. No futebol brasileiro quem enxerga um pouco antes paga um preço muito caro. Estou feliz que o Guardiola dê um pouco de credibilidade para minhas escolhas lá no passado levando o Douglas Costa para o Bayern e agora transformando o Fernandinho, que na época ninguém conhecia no futebol brasileiro, em um dos principais jogadores do Manchester City. Mas o futebol é como é. E também não adianta a gente ficar olhando para trás".
"Em relação aos planos futuros, de Seleção ou não, penso que não é hora de falar sobre isso. Falar sobre o futuro no futebol sempre é muito difícil. O mais importante como técnico é buscar se atualizar o tempo inteiro para fazer bons trabalhos. Enquanto fizer bons trabalhos, fica entre os principais do pais e as vezes do mundo, estando você pode ser lembrado para qualquer situação. Agora como uma certa experiência de ter passado pela primeira vez, você consegue enxergar o que é bom ou não para um técnico na seleção do país", finalizou Mano.
