
Riascos poderia atuar por outro time se fizesse um depósito caução de R$ 3.245.282,75 até nessa segunda-feira. Se o valor constasse em conta, o clube celeste tinha que liberar todos os documentos dele em até 24 horas.
Vale ressaltar que a ação de Riascos contra o Cruzeiro segue correndo na Justiça. Não houve acordo na primeira audiência, realizada no dia 30 de agosto, na 27ª Vara do trabalho de Belo Horizonte.
“A liminar é muito clara. Se não comprovado o depósito, já que pode haver alguma burocracia que leve algum tempo, o Cruzeiro entende que a liminar perdeu efeito. A decisão do desembargador condicionava a liberação dele ao depósito caução em cinco dias. Ele tinha até essa segunda-feira, mas não foi realizado o depósito. Ele também não entrou em contato com o clube para fazer nenhum tipo de aviso”, explicou o diretor jurídico do Cruzeiro, Fabiano de Oliveira Costa, em entrevista ao Superesportes.
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Antes de ser afastado, o atacante negociava com o clube a rescisão contratual. O colombiano chegou a oferecer 800 mil dólares para deixar a Toca da Raposa. A negociação emperrou depois de suas polêmicas declarações.
Após a partida contra o Fluminense, no dia 17 de julho, Riascos não se reapresentou mais ao Cruzeiro. Segundo informações de bastidores, ele está em seu país natal, a Colômbia.
Declaração infeliz gerou problema com o Cruzeiro
Todo imbróglio envolvendo Riascos começou em 17 de julho, quando o atacante demonstrou descontentamento por ter perdido a titularidade com o então técnico Paulo Bento e por entrar no time apenas no segundo tempo dos jogos. O atleta fez um desabafo após a derrota para o Fluminense, por 2 a 0, no Rio de Janeiro. “Não está normal. Não estou feliz com isso que está acontecendo. Tem que encontrar uma solução, porque não pode tirar minha felicidade para jogar essa merda aqui”, declarou à Rádio Itatiaia.
Logo após a declaração, o diretor de futebol do clube, Thiago Scuro, anunciou o afastamento de Riascos. “(...) Diante dessa postura do Riascos, nós não aceitamos de forma alguma a participação de atletas com essa conduta e com esse posicionamento, e a partir de agora ele está fora da delegação do Cruzeiro e passa a ser um problema administrativo e jurídico”, disse o dirigente.
Em agosto, o jogador entrou na Justiça contra o clube pleiteando o pagamento de uma cláusula compensatória, considerando os salários até o término do contrato, e indenização por danos morais, além da rescisão contratual. A pedida chega a R$ 5.148.129,08.