
“Em nenhum momento disse que a equipe era uma merda, que a torcida era uma merda ou qualquer outra coisa. O que aconteceu é que um dirigente (Thiago Scuro) disse que eu estava me referindo mal ante à instituição. Ele que fez a polêmica. Eu disse que tiraram o momento a minha felicidade no Vasco da Gama, estava tendo uma boa temporada, acolheram minha família muito bem... Quando cheguei ao Cruzeiro, não me deram a oportunidade de jogar, de me mostrar, estava apenas treinando e ficava praticamente em casa. Então, quando me chamaram eu disse que não queria voltar. E aí aconteceu toda polêmica, disseram que me dariam nova oportunidade, mas no momento que cheguei me deixaram no banco, não me usaram, começaram os problemas de novo. E conversei para que eles me liberassem, porque assim não poderia ficar. E disse que eles me tiraram da minha felicidade, estamos vivendo uma situação complicada, para trazer a esta merda aqui (situação), pela situação que estávamos vivendo, nunca falei do clube, da torcida, de ninguém”, justificou.
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Na manhã desta sexta-feira, durante entrevista coletiva de apresentação do volante Denílson, 17º reforço do Cruzeiro em 2016, o vice-presidente de futebol Bruno Vicintin citou comportamento pouco profissional do atacante. “Sem dúvida é uma decepção. A gente espera profissionalismo dos jogadores. Ele foi investimento alto feito pelo clube. Fizemos de tudo para tentar recuperar esse investimento e esperamos profissionalismo de atletas. Evidentemente, isso não aconteceu. Nada foi feito na cabeça do Thiago, eu conversei com ele e dei autorização para afastar o jogador. Não tem muito o que falar. É triste, pois o Cruzeiro faz investimento e espera um retorno”.
Por causa da declaração, Riascos foi perseguido nas redes sociais por torcedores e passou a receber ameaças. Assustado, o jogador permanece no Rio de Janeiro até que sua situação seja definitivamente resolvida. Colega de Riascos no elenco do Cruzeiro, o volante Henrique lamentou que as falas do colombiano tenham tomado proporções tão grandes. “Claro que foi infeliz na declaração, mas não podemos agir dessa maneira. Somos seres humanos e há momentos que passamos por momentos que falamos sem pensar e essa fala repercute de maneira diferente. Muitas pessoas não têm compreensão da maneira que a pessoa tentou passar a mensagem. Infelizmente não é legal de se viver, é uma pessoa que poderia estar tranquilamente, mas tem medo de retornar a Belo Horizonte por causa de ameaças. Isso pode acontecer conosco e é ruim. Ficamos com pensamentos muito mais além do que é futebol. Infelizmente isso ainda acontece no futebol.”
Entrevista de Riascos ao programa El Corrillo de Mao, da rádio La Máxima, de Cali (COL)
Como está a sua situação com o Cruzeiro?
Sigo pertencendo ao Cruzeiro, mas estamos chegando a um acordo para minha saída. Por causa de um episódio que houve na semana passada, (...) não quero ficar em um lugar onde não me sinto feliz, não me sinto cômodo. Conversei com a diretoria para que me dê uma oportunidade de sair. Desde que cheguei ao Cruzeiro não me senti satisfeito, e, no final, terminou sendo uma polêmica a forma como ocorreu porque disse a eles que não queria estar ali, mas nunca ofendi o clube, nem a torcida”.
Esclareça a declaração em que você teria dito que o Cruzeiro é uma merda.
Em nenhum momento disse que a equipe era uma merda, que a torcida era uma merda ou qualquer outra coisa. O que aconteceu é que um dirigente dizendo que estava me referindo mal ante à instituição. Ele que fez a polêmica. Disse que tiraram o momento a minha felicidade em Vasco da Gama, estava tendo uma boa temporada, me acolheram minha família muito bem... Quando cheguei ao Cruzeiro, não me deram a oportunidade de jogar, de me mostrar, estava apenas treinando e ficava praticamente em casa. Então, quando me chamaram eu disse que não queria voltar. E aí aconteceu toda polêmica, disseram que me dariam nova oportunidade, mas no momento que cheguei me deixaram no banco, não me usaram, começaram os problemas de novo. E conversei para que eles me liberassem, porque assim não poderia ficar. E disse que eles me tiraram da minha felicidade, estamos vivendo uma situação complicada, para trazer a esta merda aqui (situação), pela situação que estávamos vivendo, nunca falei do clube, da torcida, de ninguém”.
Um dos diretores disse que eu não poderia faltar respeito à instituição. E, obviamente, todo mundo sabe da história que tem o Cruzeiro, do Cruzeiro como instituição. A confusão foi feita pelo diretor. Mas, ao final, fui tranquilo porque eu não tenho nada contra o Cruzeiro. Mas já estava cheio, queria ir do clube porque não teria oportunidades. Já havia atacantes chegando, contrataram mais dois atacantes, somando cinco atacantes. E eu já estava no banco, porque me irritei. Por isso aconteceu o que aconteceu.
Será difícil deixar o Cruzeiro agora, já que os dirigentes estão chateados?
Estamos tentando chegar a um acordo. Esperamos que tudo feche e que consiga um clube para que eu consiga seguir meu caminho em outro lugar.
Há possibilidade de voltar ao Vasco?
A possibilidade de estar no Vasco sempre houve. Eles queriam que eu continuasse e não fosse ao Cruzeiro, porque sempre me identifiquei com a torcida, mas eles ainda procuram um atacante. Eles querem que eu volte, porque tive uma boa relação com a torcida e com as pessoas do clube. Mas se isso não acontecer, há outras equipes que estão interessadas.
Houve interesse de Independiente de Medellín ou outro clube?
Não tive contato de nenhuma equipe de Colômbia, estou esperando a liberdade da parte do Cruzeiro para tratar de conseguir um outro clube. Quero seguir fazer as coisas bem como jogador e pessoa.
Com quem realmente disputava posição no Cruzeiro?
Chegaram Wanchope Ábila, Sobis e Rafinha por último. Willian estava comigo, mas não era centroavante. Era jogador de beirada de campo. Eu sou mais de área, um 9, de disputar com o zagueiro. No entanto, escalaram o Willian de centroavante. Mas contrataram outros três atacantes. Com isso, eu estava jogando pouco ou entrava no final dos jogos. Não estava satisfeito. Se não queriam contar comigo, para que me tiraram da equipe onde eu estava jogando, tendo oportunidades, para me deixar no banco, para não contar comigo? Isso aí gerou todo o problema. Por isso disse que tiraram a minha felicidade.
Conversou com Paulo Bento sobre sua situação?
Conversei com ele (Paulo Bento) também. Não me garantia jogar cinco, dez minutos, 90 minutos, e disse para eu ir me preparando. Ele foi um treinador que agiu de forma normal, mas acho que no final não era meu caminho, acho que devia buscar um lugar onde tivesse a oportunidade de brigar por uma posição, uma chance real de ter o meu lugar”.