
“Você não pode analisar o trabalho do treinador com dois meses de trabalho como o Paulo Bento está à frente do Cruzeiro. Com alterações que o Cruzeiro vem tendo, de reformulações de grupo, muitos jovens, você tem que ter uma boa dose de compreensão do momento que está passando”, frisou Mano, em entrevista ao programa Bem Amigos, do SporTV. Ele comentou ainda os pedidos de torcedores cruzeirenses por seu retorno a Belo Horizonte justamente em função dos reveses com Paulo Bento. “Em relação ao Cruzeiro, penso que é relativamente normal. Minha passagem pelo Cruzeiro foi boa, então se as coisas não vão bem, ele enxerga como solução”, acrescentou.
Num trabalho de três meses entre setembro e dezembro de 2015, Mano Menezes treinou o Cruzeiro em 16 jogos, com oito vitórias, seis empates e duas derrotas. Sua continuidade para 2016 foi interrompida por uma proposta milionária do Shandong Luneng, da China, que pagou multa rescisória de R$ 7 milhões para tirar o gaúcho da Raposa. No país asiático, porém, Mano amargou maus resultados e foi demitido em junho. Apesar da passagem frustrante, o treinador garante não ter se arrependido da experiência em solo chinês.
“Penso muito antes de tomar as decisões que tomo e não me arrependo. No futebol brasileiro você pode ficar aqui e acontecer a mesma coisa, é só olhar os técnicos sendo demitido a todo o momento dos clubes brasileiros. Tenho que levar em consideração que, financeiramente, recebi em sete meses o que receberia em seis anos no Brasil. Então a diferença, a proporção das coisas, é grande”, observou. “Quando nós chegamos lá e eu olhei o clube, pensei: é impossível que esse clube não seja campeão a cada três anos. A estrutura que tem é melhor que a de todos os clubes brasileiros e de muitos da Europa. Por que não ganha? Porque a gestão é difícil, porque o maior parceiro é uma estatal, os funcionários são filiados a um partido da China e por aí vai”, concluiu Mano Menezes.