
"O Cruzeiro acertou um pedido de reconsideração em relação à liminar da Minas Arena sobre o bloqueio dos 25%. Estamos aguardando a decisão, que pode sair a qualquer momento. A expectativa nossa é que, no mais tardar, devemos ter algum retorno da Justiça até o final desta semana", disse ao Superesportes o advogado Felipe Cândido, representante do Cruzeiro no caso.
Saiba mais
Governo do estado diz que investiga parceria com administradora do Mineirão desde 2015 Sob acusações de irregularidades, Minas Arena defende administração do Mineirão em nota Cruzeiro não consegue mudar decisão e ficará sujeito a bloqueio de 25% das rendas no Mineirão Governo corta parte de verba repassada ao Mineirão por má administração de empreiteiras Em nota oficial, Cruzeiro volta a criticar Minas Arena e diz que operadora quer prejudicar clube
A Minas Arena cobra do Cruzeiro R$9,1 milhões, em referência à taxa de operação do Mineirão em dias de jogos. O clube não efetua o pagamento da taxa desde agosto de 2013, quando o Atlético utilizou o estádio na final da Libertadores contra o Olímpia e não arcou com as despesas operacionais. O setor jurídico do Cruzeiro entende que a Raposa passou a ter o mesmo direito, pois o contrato prevê que todas as concessões feitas a um clube tornam-se regra para os demais.
Em contato com a reportagem, a assessoria da Minas Arena afirmou que o setor jurídico da administradora ainda não foi notificado sobre a tentativa do Cruzeiro de reverter o bloqueio das rendas dos jogos. A próxima partida do clube no Mineirão está marcada para domingo, às 18h30, contra o São Paulo, pela sexta rodada do Brasileirão.
Rescisão contratual
O Cruzeiro confirmou na última quarta-feira que enviou à 32ª Vara Cível de Belo Horizonte um pedido de rescisão contratual com a Minas Arena e ainda aguarda decisão da Justiça sobre o caso. O clube alega descumprimento de cláusulas do acordo de fidelidade e cobra cerca de R$ 25 milhões da concessionária.
Entre as razões que motivaram o Cruzeiro a solicitar o encerramento do vínculo estão a indisponibilidade de todas as vagas de estacionamento nos dias de jogos, os eventos simultâneos às partidas da Raposa, a venda de ingressos da gestora abaixo do preço mínimo estabelecido em contrato entre as partes e as mais de 400 ações movidas por torcedores por causa de incidentes operacionais na reabertura do estádio, no clássico contra o Atlético em fevereiro de 2013.
Mesmo se o contrato for rescindido, a diretoria do Cruzeiro acredita que não terá problemas para seguir utilizando o estádio. A intenção do setor jurídico é que o clube ocupe datas reservadas ao Estado (66 por ano) para mandar seus jogos.
Até o momento, a Minas Arena alega ainda não ter sido notificada oficialmente sobre o pedido de rescisão contratual. Há pouco mais de dois meses, a empresa havia acionado o clube na Justiça para cobrar dívida referente a cláusulas contratuais (leia).