
“Estou focado na partida, independentemente do que acontecer. Só penso em passar para a final. Desde quando acabou jogo contra Campinense (na quarta-feira), estou vendo vídeos da partida contra o América para ajustar algumas coisas e tirar a diferença”, afirmou.
Muito pressionado, o treinador, de 36 anos, voltou a atribuir as críticas a sua juventude. “Me incomoda pela idade, não pelo trabalho, não pela minha qualidade, não pelo meu entendimento de treinamento e jogo. Nada que fiz ali dentro, com 16, 17 anos como atleta, está servindo. Os cursos que fiz não estão servindo. Muitos treinadores, que não tiveram experiência ali dentro e estudos que fiz, não têm essa pressão que estou recebendo. O que me incomoda são as pessoas analisarem a idade, não minha qualidade”, disse.
Nessa quinta-feira, a diretoria do Cruzeiro se reuniu com Deivid e a comissão técnica na Toca da Raposa II. Em seguida, o vice-presidente de futebol Bruno Vicintin admitiu que o resultado da partida contra o América será determinante para o futuro de Deivid à frente do time celeste.
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Deivid, por sua vez, fez questão de ressaltar o bom aproveitamento como treinador do Cruzeiro. “Tenho 72% de aproveitamento. Quem no Brasil tem isso? Quem perdeu só dois jogos? Isso me incomoda um pouco. Mas sei que o futebol é assim. Sou bem consciente do que estou fazendo à frente da equipe do Cruzeiro, conseguindo bons resultados. Acredito no meu trabalho e sei que vamos passar para a final. Isso me deixa tranquilo e confortável”, disse.
Confiança na classificação e pedido por apoio
Em todos os jogos oficiais disputados em 2016, o Cruzeiro venceu apenas duas vezes pelo placar que garantiria a classificação para a final do Campeonato Mineiro. Porém, Deivid demonstrou muita confiança em alcançar uma vaga na decisão.
“Temos um jogo difícil. Jogando em casa, com minha torcida incentivando, com jogadores que temos aqui, sabendo que não fizemos bom primeiro jogo, temos tudo para passar para a final”, observou.
Grande parte da confiança de Deivid está depositada na torcida. Em meio às cobranças, o treinador pediu que os cruzeirenses apoiem durante os 90 minutos do jogo contra o América. “O torcedor tem de acreditar no time, na equipe. O Cruzeiro só saiu daquela situação no ano passado porque o torcedor acreditou. Todos os jogos no Mineirão eram com 30, 40 mil empurrando o Cruzeiro. Quando o torcedor apoia, isso é muito importante”, comentou.
“Quando o torcedor começa a vaiar, aquilo ali se volta contra a equipe. O torcedor tem de incentivar. Acabou o jogo, não conseguimos, pode vaiar. Até o apito final, com apoio deles, tenho certeza de que vamos passar. É muito importante a torcida ir e apoiar”, complementou.