CRUZEIRO
Sem acordo com presidente Gilvan, Alexandre Mattos vê fim do ciclo no futebol do Cruzeiro
Diretor já se despediu do grupo de jogadores e anunciará adeus nos próximos dias
postado em 05/12/2014 20:50 / atualizado em 05/12/2014 23:48
Gilmar Laignier /Superesportes , Tiago Mattar /Superesportes

A iminente saída se deve a vários fatores e não apenas à defasagem salarial em relação a outros executivos do mercado. Segundo conselheiros ligados a Mattos, o diretor reivindicou a Gilvan de Pinho Tavares mais liberdade na condução do departamento de futebol e valorização dos profissionais do clube que atuam nessa área. Além disso, deu sugestões para que outros setores do Cruzeiro se modernizem e se tornem mais eficientes.
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Mas, depois de uma longa reunião com Gilvan na manhã desta sexta-feira, Mattos percebeu que o presidente está totalmente resistente a atender as reivindicações. O discurso do presidente vai na mão contrária: reduzir custos e manter as ações do diretor controladas.
No encontro desta sexta-feira, Gilvan autorizou Mattos a acertar com outro clube. O diretor de futebol já tem conversas avançadas com o Palmeiras, mas só estaria aguardando o desfecho do Brasileiro para sacramentar sua “transferência”. Com o clube paulista na Série A em 2015, sua ida é dada como certa. Já se cair para a Série B, o destino pode mudar.
Alexandre Mattos já se despediu de funcionários do clube nesta sexta-feira e de jogadores. O fotógrafo Alexandre Guzanshe, do Estado de Minas, flagrou o momento em que o diretor foi abraçado pelos goleiros Fábio e Rafael, e pelo preparador de goleiros Robertinho.
Ele também já retirou alguns pertences de sua sala na Toca da Raposa II.
Segundo um dos conselheiros ouvidos pela reportagem, a chance de Mattos mudar de ideia e permanecer no clube é “remotíssima”. “Por tudo que foi falado na reunião, a relação com o presidente ficou muito desgastada. Ele não sente vontade do Gilvan de mudar as coisas. O Alexandre está decidido a sair e disse que anunciará isso nos próximos dias”.
Na “gestão Mattos", o Cruzeiro contratou 40 jogadores. Ele fechou quatro das cinco aquisições mais caras da história do clube: o zagueiro Dedé (R$ 14 milhões), o atacante Willian (R$ 10,5 milhões), o zagueiro Manoel (R$ 7,5 milhões) e o atacante Dagoberto (R$ 7 milhões). A contratação de Sorín, em 2000, por R$ 9,4 milhões, integra o top5.
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