
"Estou desde janeiro longe de casa, só seguindo o Atlético Nacional. Consigo chegar aos locais pedindo ajuda. Aqui mesmo, em Chapecó, consegui pedindo dinheiro na rua", disse Daniel, que anda com um cartaz escrito em português, em que pede ajuda para angariar recursos e manter sua tradição de viagens.
Os dois já estavam juntando dinheiro para o segundo jogo da final, que seria no estádio Couto Pereira, em Curitiba, na quarta-feira que vem, mas assim que souberam da tragédia, foram para Chapecó. "Chegamos aqui e fomos muito bem recebidos por todos. Estamos representando o povo colombiano", disse Fernando.
A dupla pretende ir embora da cidade catarinense somente após o velório, que irá ocorrer neste sábado. "Ficamos muito tristes, pois poderia ter acontecido com o nosso time e acredito que Chapecoense e Nacional fariam dois lindos jogos", comentou Daniel, que promete. "Agora sou torcedor do Nacional e da Chape."