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A Fifa pede que clubes e federações sejam neutros, evitando manifestações políticas como a feita pelo Atlético-PR. Por essa razão, o Atlético-PR foi multado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em R$ 70 mil. A Caixa, por sua vez, informou que não foi comunicada previamente pelo clube sobre a ação e que não compactua com atitudes desta natureza.
No contrato de patrocínio, ao qual a reportagem teve acesso, estabelece-se que o clube deve procurar otimizar a exposição da marca, com os atletas e comissão técnica utilizando uniformes com o logotipo em todo os torneios e competições que disputar, e mesmo em entrevistas concedidas pelos atletas da equipe. Além disso, trecho do documento diz que o Atlético-PR "deve zelar pela boa imagem dos patrocinadores, sem referências públicas de caráter negativo ou pejorativo". Caso essas regras sejam desrespeitadas, as punições previstas vão da advertência à multa de 1% no valor a ser recebido pelo clube mensalmente (R$ 110 mil).

Questionada sobre o que faria caso o Atlético-PR decidisse se manifestar politicamente mais uma vez, ou caso outro clube dos patrocinados pelo banco tomasse atitude parecida durante a vigência do acordo, a Caixa respondeu que, nessa situação, analisará caso a caso de modo a resguardar o cumprimento das disposições contratuais. Procurado pela reportagem, o Atlético-PR preferiu não se pronunciar em relação ao assunto.
A Caixa é a maior patrocinadora do futebol brasileiro. Segundo o site do banco, a marca está estampada atualmente em 11 clubes que disputam a Série A - América, Atlético, Atlético-PR, Bahia, Botafogo, Ceará, Cruzeiro, Flamengo, Paraná, Santos e Vitória (desses, Paraná e Vitória já foram rebaixados) - e outros 12 clubes da série B - Atlético-GO, Avaí, Coritiba, CRB, Criciúma, CSA, Fortaleza, Goiás, Londrina, Paysandu, Sampaio Corrêa e Vila Nova (Fortaleza, CSA, Avaí e Goiás jogaram a Série A em 2019; Paysandu e Sampaio Corrêa foram rebaixados à Série C).