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“É uma pergunta também difícil de responder. Porque do outro lado era o Cruzeiro, entende? Uma coisa que me deixou um pouco aliviado é que, por uma coincidência muito grande, mas muito grande, hoje eu estou completando 300 jogos com o Atlético. Ia ser um negócio meio esquisito. São 300 jogos, cara! Justamente coincidiu em cima de um clássico. Então, pra mim teve um sabor especial de, pelo menos ter jogado bem, tido um resultado que foi normal do jogo”, disse Levir em entrevista coletiva ao final da partida.
Apesar de a equipe ter tido chance de conseguir a virada sobre o arquirrival Cruzeiro – num lance em que Cazares roubou a bola do zagueiro Murilo e saiu na cara do gol, obrigando Fábio a fazer uma grande defesa – o técnico alvinegro gostou do que viu. Ele ressaltou a postura dos jogadores, que souberam se poupar sob o forte calor do Mineirão, quando os termômetros chegaram a 28ºC, com sensação térmica de 32ºC.
“Foi interessante, principalmente por isso. Foi visível. Os jogadores não arriscavam muito, tocavam a bola mais curta, mais lateral, se apoiavam em quem vinha de trás. Não havia uma precipitação, mas isso é uma lógica muito interessante do jogo. Se alguém saísse acelerando, podia terminar o jogo sem dois ou três jogadores. Foi uma inteligência das comissões técnicas, porque você tem que utilizar o time o ano todo. Então, a gente corre alguns riscos e há algum risco também de deixar cair um pouco o nível técnico, porque os jogadores se seguram um pouco e você procura fazer as três substituições também. Então, houve um pouco de cada coisa”, afirmou.
Em clássico com lances polêmicos e uma expulsão para cada lado, Cruzeiro e Atlético empataram por 1 a 1. Os dois gols foram marcados em cobranças de pênalti. Fred abriu o placar para o time celeste aos 15min do segundo tempo. O lateral-esquerdo atleticano Fábio Santos deixou tudo igual aos 37min.