“Foi muito difícil de entrar na defesa deles. Dez (jogadores) defendendo atrás da linha da bola. Criamos chances, tivemos domínio total do jogo, posse de bola, número de passes, mas não conseguimos converter em gols. Criamos chances, mas infelizmente não conseguimos mexer no placar”, avaliou o treinador.
A equipe alvinegra terminou o jogo com 69% de posse de bola, 17 finalizações - quatro delas no alvo -, e 644 passes certos (contra apenas 186 da Chapecoense). Quando não deu por baixo, o Atlético tentou pelo alto. Foram impressionantes 34 cruzamentos. Apenas três deles foram precisos.
“A gente teve infiltração, chute de fora da área, cruzamento, ultrapassagens.
Alterações
As dificuldades impostas pela Chapecoense fizeram com que Thiago Larghi mudasse jogadores e modificasse o sistema tático do Atlético. Aos 17’ do 2º tempo, o técnico alvinegro colocou Cazares e Elias nos lugares de Adilson e Gustavo Blanco, respectivamente.
“Foi uma tentativa de colocar o (Róger) Guedes na frente junto com o Ricardo (Oliveira). Abrimos o Cazares na esquerda, deixamos o Luan com o Elias (no centro) e o Otero na direita. Colocamos dois homens à frente da zaga deles, que tinha três zagueiros e os dois laterais em uma linha de cinco. Foi a tentativa de ser mais ofensivo para buscar o gol”, explicou Larghi, ao deixar claro a mudança de sistema tático: do 4-1-4-1 para o 4-4-2.
No fim das contas, as alterações não deram resultado prático. Apesar da pressão, o Atlético não conseguiu tirar o zero do placar. O jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil será em Chapecó, no dia 16 de maio, às 19h30. O time que vencer avança; empate leva a decisão para os pênaltis.
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