
Competência é isso: sem aumentar o valor do investimento, a equipe técnica responsável pela #arenamrv vai aumentar o estádio em mais 5 mil lugares. O projeto passa a ter capacidade para 47 mil torcedores. #Galo
%u2014 Atlético (@atletico) 6 de fevereiro de 2018
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Presidente da MRV diz que contrato com construtora do estádio do Atlético deve ser assinado ainda em março Aumento da capacidade deixará Arena MRV, do Atlético, no top 10 dos estádios brasileiros Sérgio Sette Câmara avalia início de temporada do Atlético, se diz 'satisfeito' e garante: dará tempo a Oswaldo de Oliveira Sergio Sette Câmara faz ressalvas, mas acredita em início das obras do estádio do Atlético ainda neste semestre
Em 18 de setembro de 2017, o Conselho Deliberativo do Atlético aprovou a venda de 50,1% do Diamond Mall, shopping localizado na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, como forma de viabilizar a construção do estádio. À época, um total de 389 conselheiros podiam votar. O 'Sim' recebeu 325 votos, contra apenas 12 do 'Não'. Na ocasião, o projeto apresentado previa 41.800 lugares na arena.
Pouco menos de dois meses depois, os conselheiros aprovaram o nome oficial do estádio. A escolha é uma homenagem ao ex-presidente Elias Kalil, que dirigiu o clube entre 1980 e 1985. O ex-comandante é pai de Alexandre Kalil, outro ex-mandatário do Atlético e atual prefeito de Belo Horizonte.
Valores
O estádio alvinegro está orçado em R$ 410 milhões. A venda de parte do Diamond Mall para a Multiplan, administradora de shoppings centers, renderá R$ 250 milhões ao clube, que investirá o valor na obra. Os outros R$ 160 milhões serão conseguidos da seguinte forma:
- Naming Rights: R$ 60 milhões (MRV)
- Venda de cadeiras cativas: R$ 100 milhões (60% já garantidos pelo BMG)
De acordo com os responsáveis pelo projeto, o clube alvinegro estabeleceu um formato de negócio que impossibilita eventuais aumentos de preço para a construção do estádio. Qualquer tipo de modificação no valor previsto deverá ser arcado pela empresa responsável pela obra.
Prazos
Inicialmente, o Atlético previa o início das obras para março ou abril de 2018 (veja, no final do texto, o detalhamento de cada passo até o começo da construção). O prazo, entretanto, deve mudar em função do atraso de etapas anteriores. O primeiro passo é o envio do projeto do estádio pelo prefeito Alexandre Kalil para a apreciação dos vereadores.
Depois da eventual aprovação dos parlamentares, o texto passa também por outras instâncias governamentais, como o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) e a Secretaria de Regulação Urbana. Só depois desse processo formal é que a a construção poderá se iniciar.
A previsão de quem estruturou o projeto é que a obra dure entre 28 e 30 meses. Dessa forma, de acordo com o planejamento inicial, o Atlético terá o novo estádio à disposição no final de 2020. Esta semana, o presidente Sérgio Sette Câmara disse que tudo 'está dentro do cronograma estabelecido'.
"Está dentro do cronograma que foi estabelecido. A gente acredita que, neste semestre, vamos dar início às obras. É o que a gente espera. Existem alguns obstáculos a serem vencidos. Tecnicamente falando, não posso dizer nada, porque não tenho conhecimento. Sei que aprovação de projeto, entre outras coisas, nem sempre acontece dentro de um prazo que a gente gostaria que se efetivasse. Se tudo ocorrer bem e os obstáculos forem ultrapassados, ainda neste semestre a gente vai começar as obras", disse.
Em 19 de janeiro, Rafael Menin, filho do presidente da MRV, Rubens Menin, publicou no Twitter uma mensagem que deixou os atleticanos animados. "Em breve o torcedor terá boas notícias sobre a Arena MRV. Muita coisa foi feita nos últimos 60 dias e daqui a poucos meses as máquinas começarão os trabalho", escreveu.
O projeto
A ideia é que o estádio se assemelhe a um 'caldeirão', com apenas 8m de separação entre o gramado e as cadeiras. A Arena MRV terá 46 bares, 36 camarotes e um estacionamento com 2,6 mil vagas. O setor VIP poderá receber até 3,6 mil torcedores.