
Questionado sobre o surgimento e crescimento da rivalidade entre Atlético e Flamengo na década de 1980 e sobre a dificuldade em escolher para quem torcer na final da Copa do Brasil deste ano, Kalil foi enfático e ressaltou a disputa entre os dois maiores clubes de Minas Gerais.
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Entre respostas sobre o futebol nacional, divisão de rendimentos, patrocínios e calendário, Kalil detonou a Primeira Liga. O ex-presidente atleticano disse não ligar para a disputa do título entre Atlético e Londrina, nesta quarta-feira, no Estádio do Café. “Tem que botar um baita executivo na Primeira Liga. Que morreu. Foi enterrada. Como eu previ que ia ser se não tivesse um cara tomando conta. Não vale nada. Nós queremos é ganhar do São Paulo domingo”, disparou.
O troféu da Primeira Liga pode ser o segundo título do Atlético na atual temporada – o clube venceu o Campeonato Mineiro no primeiro semestre. Sem grandes conquistas nos últimos anos, desde que Kalil deixou a presidência, o Galo vive um ano de contestações ao elenco e à diretoria. “Muito ruim. Falo com o presidente (Daniel Nepomuceno)”, disse Kalil, que negou influência em decisões no Alvinegro.
Numa temporada aquém das aspirações, o Atlético está sendo comandado pelo terceiro técnico no ano. Oswaldo de Oliveira substituiu Rogério Micale que, por sua vez, ocupou o cargo que era de Roger Machado. “A gente tem influência no Atlético, claro que tem. Seria estupidez falar que não tem. Mas na diretoria não. O grande problema de clube de futebol é o ex-presidente achar que vai mandar. É o princípio do desastre. Eu não fui consultado em nada no Atlético em três anos. Quando fui, falei o que eu achava que tinha que fazer. Dei o meu palpite, quando procurado. Eu aprendi com o meu pai, se você sai da cadeira, sai”, ponderou.