Ao todo, 389 conselheiros tiveram direito a participar da votação. Eram necessários 260 votos ‘sim’ para a aprovação. Do lado de fora da sede do clube, torcedores alvinegros manifestaram seu apoio desde as primeiras horas da manhã. A votação foi concluída por volta das 20h45 com 325 votos a favor e apenas 12 contra.
O ponto mais polêmico da proposta da diretoria alvinegra dizia respeito à venda de 50,1% do Diamond Mall por R$ 250 milhões para viabilizar a construção do estádio. O shopping, localizado ao lado da sede, será a parcela de investimento feito pelo Atlético na obra orçada em R$ 410 milhões.
O restante do valor será pago por investidores (R$ 60 milhões pelos naming rights adquiridos pela MRV e R$ 100 milhões de cadeiras cativas - 60% dessa quantia já está garantida por negociação com o BMG). O terreno, avaliado em R$ 50 milhões, foi doado por Rubens Menin, dono da construtora.
Prefeito Alexandre Kalil comemorou aprovação com torcedores na porta da sede:
Vitória da situação
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“O resumo de tudo é o seguinte: se shopping fosse bom, o Barcelona tinha cinco e o Real Madrid tinha cinco. Então shopping não é bom. Bom é estádio”, disse o ex-presidente do clube.
Ricardo Guimarães e Rubens Menin, principais apoiadores do projeto, também chegaram à sede pela manhã.
“É um dia muito importante para a história do Atlético. É um passo enorme para o Atlético se manter grande para sempre. Vai ser um diferencial do Atlético daqui para frente”, comemorou Guimarães.
Daniel Nepomuceno participou da reunião desde o começo. O presidente do Atlético, entretanto, avisou que só se pronunciaria ao final da votação. Os conselheiros contrários ao projeto não se posicionaram diante da imprensa.
Próximos passos
Com a aprovação do Conselho Deliberativo, a diretoria do Atlético encaminhará, por meio de Alexandre Kalil, um projeto de lei para apreciação da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Em seguida, será a vez de o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) deliberar sobre o projeto. O processo envolve votação de secretarias municipais e autarquias como BHTrans e Sudecap, que decidirão sobre o licenciamento ambiental do estádio.
Na última etapa de todo processo legal, a Secretaria de Regulação Urbana avaliará se o estádio receberá alvará de construção. A partir daí, o clube poderá dar início às obras, que devem durar entre 28 e 30 meses.
Dessa forma, a perspectiva é que a arena do Atlético seja inaugurada no final de 2020 - com começo da construção previsto para março ou abril de 2018.
O estádio
O projeto propõe a construção de um estádio multiuso com capacidade para 41.800 torcedores nas arquibancadas divididas em 12 setores - dois deles destinados à antiga ‘geral’, a preços populares. Além dos jogos de futebol, a ideia é receber também outros eventos, como shows, festivais e feiras, a fim de viabilizar economicamente a obra.
A perspectiva é que o preço médio de ingressos seja de R$ 43,26. As médias de público esperadas são de 23 mil torcedores no primeiro ano e de 24 mil a partir da temporada seguinte.
Com isso, o clube pretende ter a arrecadação líquida de mais de R$ 27 milhões já no primeiro ano de exploração.
O estádio contará ainda com 36 camarotes (com 898 lugares), 46 bares, dois restaurantes e e 3.645 lugares VIP/lounge.
Será criado um site que atualizará, em tempo real, o andamento das obras do estádio. A ideia é dar mais “transparência” ao projeto.
Veja o momento em que Alexandre Kalil vota:
O estádio é nosso! #ArenaMRVsim pic.twitter.com/LMnqluQ6Hf
%u2014 Iran Barbosa (@iranbarbosa) 18 de setembro de 2017
Veja como votou cada conselheiro: