
O presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, não vê motivos para desespero da torcida com a saída do atacante Lucas Pratto para o São Paulo, às vésperas da estreia do clube mineiro na Copa Libertadores. Ele lembrou que a chegada de Fred, em 2016, já tinha como objetivo suprir a eventual transferência do argentino, que chegou a ser cotado por clubes do exterior.
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”Contratamos jogadores, como o Fred, já nos antecipando, porque sabíamos que íamos receber propostas (pelo Pratto). Perder uma peça de reposição sempre coloca em risco o ano. Por isso a gente se antecipa. Dessa vez, chegou proposta para o Pratto. Chegou excelente proposta pelo (Rafael) Carioca no meio de janeiro, mas já havíamos perdido dois volantes (Júnior Urso e Leandro Donizete), e tivemos que segurar”, explicou o presidente.
Finanças
Daniel também desmentiu a necessidade urgente de o Galo fazer o negócio para colocar as contas em dia. “O primeiro motivador foi a conversa que o Pratto teve comigo, até porque no planejamento que se faz, graças a Deus, o Atlético tem jogadores do nível do Pratto para ser negociado. Ele não sairia se não fosse uma boa negociação para o time. Isso não pode ser um problema futuro financeiro, porque não é assim que faço o negócio. Se fosse, negociaria em toda janela, teria negociado em julho passado ou janeiro pelas cifras apresentadas. O São Paulo chegou de surpresa para ambos (jogador e clube), porque tinham encerrado as outras janelas (no exterior)”.
O presidente revelou que os valores oferecidos pelo São Paulo tornam a venda de Pratto a segunda mais vultosa da história do Atlético, atrás apenas da transferência de Bernard para o Shakhtar Donetsk da Ucrânia, em 2013, por R$ 77 milhões. Proporcionalmente, o negócio também supera a transação de Jemerson para o Monaco, em 2016, por R$ 48 milhões.