
Enviado especial
Porto Alegre - No Mercado Público, no centro histórico de Porto Alegre, tem-se um termômetro do futebol na capital gaúcha: tricolores e colorados vivem um clima de expectativa. São caminhos distintos a serem percorridos. Enquanto os torcedores do Grêmio sonham com a taça da Copa do Brasil em cima do Atlético, encerrando um jejum de 15 anos de conquistas importantes, a torcida do Internacional não vê a hora de terminar o pesadelo do risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
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Felipe Coelho, de 23 anos, autônomo, é de Porto Alegre. Ele destaca a qualidade técnica do Atlético e as surpresas guardadas pelo futebol: "Prego bastante respeito ao Atlético, mas sem perder a confiança no título. Estou guardado, eu diria, pela qualidade do time do Atlético e porque estamos falando de futebol."
A chance de erguer a taça fez o estudante Bruno Ramos, de 22 anos, percorrer 550 quilômetros de Itajaí, em Santa Catarina, até a capital do Rio Grande do Sul. Ao lado da namorada Patrícia, viajou seis horas. Trouxe na bagagem também a cautela:

Para quebrar um pouco o nervosismo, ele lembra do arquirrival. A delicada situação do Inter no Brasileirão, primeiro clube da zona de rebaixamento, não escapa de provocações:
"Hoje tem jogo do Grêmio. Vamos jogar de rubro-negro", dispara. O "Grêmio rubro-negro" é o Vitória. Se vencerem o Coritiba, fora de casa, os baianos abrem três pontos do Colorado, aumentando o drama do parte vermelha de Porto Alegre. "Tem uma coisa, se o Inter cair, ótimo. Se não cair, são seis pontos para o Grêmio na Série A do ano que vem", brinca Bruno.
Ânimo renovado e nervosismo
A segunda-feira nas ruas de Porto Alegre não foi exclusiva para a camisa tricolor. Os fanáticos do Internacional também exibiam a camisa colorada, depois de renovarem o ânimo com a vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, domingo, no Beira-Rio

Já Rogério Machado, auxiliar de entrega, de 35 anos, não perde a fé. Ele espera que o Inter escape da queda. "O momento é mais de nervosismo que de confiança, mas acredito que vamos escapar. Ao contrário do outro lado, nunca passamos por isso."