
Um time técnico, ofensivo e recheado de estrelas. A escalação escolhida por Marcelo Oliveira para a ida da final da Copa do Brasil já previa: o Atlético tentaria impor o ritmo de jogo diante do Grêmio, no Mineirão. Tentaria. A equipe alvinegra até teve a bola, trocou mais passes e finalizou mais vezes que o rival. No entanto, os números do confronto mostram que o excesso de cruzamentos na área e a falta de precisão foram decisivos para o revés por 3 a 1.
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Mas o falso “tiki-taka” de Marcelo Oliveira não conseguia furar as duas linhas de quatro montadas por Renato Gaúcho. O jeito, então, foi apostar em bolas levantadas na área. O Atlético cruzou impressionantes 34 vezes - 22 delas erradas. O gol até saiu de um lance desse tipo: Robinho cobrou escanteio e Gabriel completou para as redes.
Mas não bastou. Apesar de até ter tido oportunidades de balançar as redes mais vezes, faltou precisão nas finalizações. Foram 15 chutes - apenas dois em direção ao gol defendido por Marcelo Grohe. Estatística ofensiva em que o Grêmio foi muito superior: foram 12 finalizações - oito delas certas.
Grêmio fatal
A forma de jogar do Grêmio estava desenhada antes mesmo do início da final. Sem nenhuma surpresa na escalação, Renato Gaúcho apostou em três volantes para conter o meio de campo criativo do Atlético. E deu certo.
O treinador armou duas linhas de quatro bem compactas, com Douglas e Luan posicionados mais à frente. No momento ofensivo, a equipe aproveitou os espaços deixados no meio pelo Atlético e chegou bem - e com bastante frequência.
Os buracos no sistema de marcação alvinegra originaram o primeiro gol de Pedro Rocha, que recebeu em profundidade. O mesmo Pedro Rocha balançou as redes após bela jogada individual.

O terceiro gol, que praticamente tirou as esperanças do Atlético na partida, ocorreu num lance pouco usual: o zagueiro Pedro Geromel fez as vezes de ponta direita e cruzou para Everton completar.
As equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (30), às 21h45 (de Brasília), na Arena. Para ser campeão no tempo normal, o Atlético precisa vencer por pelo menos três gols de diferença. Vitória por dois gols de vantagem leva a decisão para os pênaltis.