
Mesmo ressaltando que a delegação americana foi bem recebida na cidade alagoana, Racilan classificou como “inadmissível” a realização de partidas válidas por uma competição tão importante como a Copa do Brasil em gramados com condições como as apresentadas em Murici.
“Depois de uma desclassificação dessas a gente fica até sem palavras. E tudo que a gente falar agora, vão achar que estamos arrumando desculpas pela eliminação. Eu até queria ter falado antes, para isso ficar registrado. Mas quem esteve aqui viu a condição do gramado. Nós fomos muito bem recebidos pela Federação Alagoana, pelo Murici e pela Prefeitura. Todos nos receberam muito bem. Mas, em relação ao gramado, é uma vergonha”, apontou.
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Na terceira fase da Copa do Brasil, o Murici enfrenta o Cruzeiro. A Raposa goleou o São Francisco, do Pará, por 6 a 0, também nessa quarta-feira. Na próxima etapa da competição, a vaga será decidida após dois confrontos. De acordo com o regulamento do torneio (Art. 19 - a), até esta fase “não há capacidade mínima exigida”. No entanto, o clube alagoano pode ser obrigado a jogar em outro estádio. No mesmo item do código de regras, há a premissa de que “jogos com previsão de transmissão pela TV, o estádio deverá ter sistema de iluminação e transmissão adequado para partidas noturnas.”
Ainda assim, o dirigente garantiu que o América oficializará um protesto na Confederação Brasileira de Futebol sobre os problemas encontrados em Murici.“Nós vamos fazer um ofício de protesto à CBF, porque o campo aqui não tem condições e fomos prejudicados", afirmou Racilan.