
Comentarista da ESPN Brasil, o jornalista Mauro Cezar Pereira disparou contra a filosofia de jogo do técnico Mano Menezes. “A paixão dele por esse tipo de jogo é assustadora”, disse, após o empate do Cruzeiro por 0 a 0 com o River Plate, na noite desta terça-feira, em Buenos Aires, pelas oitavas de final da Copa Libertadores.
“Hoje o Cruzeiro não perdeu por muito pouco. Não perdeu por incompetência do fraco Suárez, não sei o que faz no River Plate. E aí o campeoníssimo Gallardo ainda coloca ele para cobrar pênalti e ele bate nas nuvens. O Fábio fez grandes defesas (…) O Cruzeiro não chutou uma bola no gol, gente. Não dá, não é possível. Você sai do Brasil e vai para a Argentina, não se importa se é o Boca, o River, não importa quem. Você tem que dar alguma resposta, alfinetar, chutar uma bola no gol. E o Cruzeiro marca da sua intermediária para trás, se defende. A paixão do Mano Menezes por esse tipo de jogo é assustadora. Parece que ela vai se acentuando”, disse.
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“(…) Isso não é futebol. Não dá. Até entendo, time modesto, técnico não tem material humano para fazer coisa diferente, monta uma retranca, não tem repertório. O que me impressiona é que o Mano foi fazer curso, parece que não terminou o curso na Europa, na UEFA, queria trabalhar em Portugal, falava-se do Mano no Porto. Ele tinha opções de ser um técnico internacional. Foi treinador da Seleção Brasileira, fez trabalhos diferentes, arrumou equipes que não jogavam só na defesa. Agora, não, parece que isso está se acentuando, ele está numa paixão avassaladora pelo 0 a 0, ele ama a retranca e fica nisso”, analisou.
“Eu acho melancólico, triste até esse comportamento. Mas se há quem goste, tudo bem. Eu não elogio por resultado. Eu elogio pelo que vejo, se acho bom ou ruim. Se for analisar resultado, ficava vendo desenho do Pica-Pau, reprise de Perdidos no Espaço e alguma outra coisa e depois eu perguntava quando foi o jogo e comentava”, complementou.
Em seu blog no UOL, Mauro Cezar também disparou contra Mano Menezes. “O técnico que ama o futebol ultradefensivo e não liga para gols”, diz a chamada do texto em que o jornalista comenta o duelo entre River Plate e Cruzeiro.
Com o empate sem gols na Argentina, o time celeste precisará de uma vitória simples na segunda partida para garantir classificação às quartas de final da Libertadores. Se sofrer um gol, porém, precisará marcar dois, em função do gol qualificado.