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Socos, chutes e desconfiança: 54 anos depois, Natal, do Cruzeiro, chora ao lembrar título da Taça Brasil de 1966 sobre Santos de Pelé Nada de terceiro jogo! 'Bronca' fez Cruzeiro reagir para conquista da Taça Brasil de 66 Dirceu humilde, time de Cristo e provocação do Santos: os 'causos' do Cruzeiro campeão
Campeões do mundo
“A dimensão pode ser comparada a um Mundial. Claro, que a gente tem que se transportar para aquela época. Nos anos 60 não havia condições de divulgação como tem hoje. O título, sem dúvida alguma, é o maior da história do clube. Por causa do momento, porque abriu as portas para Minas, o Cruzeiro se tornou conhecido, porque bateu o Santos de Pelé. Era um time guloso, que gostava de jogar para frente, o compromisso sempre foi atacar, atacar e atacar. Esse foi o título de maior expressão da época e até hoje repercute. Já se passaram 50 anos e estamos aqui conversando sobre isso”, afirma Raul Plassman, goleiro campeão da Taça Brasil de 1966 com o Cruzeiro.
Barcelona que nada!
“O Santos de 1966 era muito melhor (que o Barcelona atual). O time do Pelé não era fácil não, eles eram bicampeões mundiais. O Cruzeiro era apenas campeão mineiro. Aí quando nós conseguimos esse título em 66, o Cruzeiro de 10 passou para 90. E tem muita gente que não reconhece. Mas, infelizmente, a vida é assim”, afirma Natal, ponta-direita campeão da Taça Brasil de 1966 com o Cruzeiro.
Atropelar a Seleção Brasileira
“Era ganhar do melhor time do mundo. Não só o fato de ter Pelé, mas o Santos era uma verdadeira Seleção Brasileira. E o Cruzeiro, por outro lado, era um time praticamente desconhecido. O futebol mineiro era um exportador de jogadores para o Rio e para São Paulo. Eu penso que foi a conquista mais importante da história do Cruzeiro, pois penso que transformou o Cruzeiro num clube nacional e, posteriormente, mundial”, afirma Dirceu Lopes, meia campeão da Taça Brasil de 1966 com o Cruzeiro.