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A medalha consagra uma nadadora que, em Londres, há quatro anos, viveu sua maior frustração, precisando deixar a prova olímpica em uma cadeira de rodas, depois de sofrer hipertensão. Apesar da idade avançada, não desistiu. "Os treinos que eu fiz foram inacreditáveis. Minha preparação foi muito boa. Construí essa medalha a cada dia, cada treino meu. Quem consegue me acompanhar sabe que eu estava em progressão, mesmo com 33 anos", contou, relatando que chegou a treinar 100 quilômetros em uma semana.
No melhor momento da carreira, Poliana não se importou em parecer modesta. "Eu merecia muito. Mereci muito porque lutei muito para estar aqui, lutei muito por essa medalha. Não mudaria em nada a prova que eu fiz hoje. Sem pressão, sem precisar mostrar resultado nenhum. Estava leve, queria fazer por mim e por quem me ajudou. É a concretização de um sonho, um sonho antigo, que muitas vezes ficou perdido, mas hoje ele voltou, voltou com tudo, e hoje está concretizado", disse a brasileira, que herdou a medalha de bronze após a francesa Aurélie Muller receber uma punição.