Pelé comemora primeiro gol do Brasil na goleada por 4 a 1 sobre a Itália na final da Copa de 1970 (Foto: John Varley/Varley Agency/REX/Shutterstock)
Pelé foi a melhor representação do que é a Seleção Brasileira: futebol vistoso, gols e muitos títulos. A história do mineiro de Três Corações pelo escrete canarinho começa e termina de forma exitosa.
Pela Seleção, Pelé marcou 77 gols em 92 partidas oficiais. A CBF contabiliza amistosos contra clubes e seleções estaduais, aumentando os números do 'Rei': 113 jogos (84 vitórias, 15 empates e 14 derrotas) e 95 gols.
Em Copas do Mundo, o craque comemorou 12 vezes (média de 0,85 gol por jogo) em 14 jogos.
O 'Rei do Futebol' vestiu a camisa amarelinha de 1957 a 1971, com dez conquistas: três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970), duas Copas Roca (1957 e 1963), uma Taça do Atlântico (1960), três Taças Oswaldo Cruz (1958, 1962 e 1968) e uma Taça Bernardo O'Higgins (1959).
Pelé comemora gol na Copa de 1970; ao lado, Tostão e Jairzinho (Foto: C. Chicarino/Divulgação)
Estreia
O técnico Sylvio Pirillo foi o responsável por oportunizar Pelé, que entrou em campo aos 20 minutos do segundo tempo. Bastaram apenas 11' em jogo para que a estrela do garoto brilhasse. Apesar do gol do mineiro, a Argentina venceu a partida por 2 a 1.
No segundo jogo da finalíssima, disputada três dias depois no Pacaembu, a Seleção Brasileira venceu a Argentina por 2 a 0, com mais um gol de Pelé, e se consagrou campeã da Copa Roca de 1957, o primeiro título do 'Rei do Futebol' com a amarelinha.
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Copa de 1958
Pelé na Copa do Mundo de 1958, a primeira conquistada pelo Brasil
Pelé na Copa de 1958, na Suécia, a primeira conquistada pelo Brasil
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé e Didi em 1958
Foto: O Cruzeiro/Arquivo EM
Pelé e Didi na Copa do Mundo de 1958
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé na Copa de 1958, na Suécia, a primeira conquistada pelo Brasil
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Gotemburgo - Pelé ao lados das crianças suecas que o visitam na concentração da Seleção Brasileira
Foto: Luiz Carlos Barreto/O Cruzeiro/Arquivo EM.
Gotemburgo - Pelé ao lados das crianças suecas que o visitam na concentração da Seleção Brasileira
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Lance do gol de Pelé contra o Pais de Gales, pelas quartas de final. Pelé ganha do marcador na corrida e da entrada da área marca seu primeiro gol em Copas
Foto: O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas - 05/07/1958
Brasil x País de Gales, pelas quartas de final: Seleção venceu por 1 a 0. No detalhe, Pelé contra os adversários.
Foto: Arquivo Estado de Minas/D.A Press - 19/06/1958
Lance do gol de Pele contra o País de Gales, pelas quartas de final. Pelé vence o marcador na corrida e da entrada da área dispara um chute mortal.
Foto: Luiz Carlos Barreto/O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas/D.A Press - 05/07/1958
O jogador de futebol da Seleção Brasileira Pelé num lance do jogo válido pela Copa do Mundo de 1958
Foto: Arquivo O Cruzeiro/EM
Lance do gol de Pelé contra o País de Gales, pelas quartas de ifnal. O goleiro adversário vê a bola no fundo das redes após chute de Pelé da entrada da área.
Foto: O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas - 05/07/1958
Brasil x França: gol de Pelé
Foto: rquivo/O Cruzeiro/EM/D.A Press - 07/07/1958
Brasil x França: na foto, Pelé em ação
Foto: Arquivo/O Cruzeiro/EM/D.A Press - 07/07/1958
Brasil x França: gol de Pelé
Foto: Henry Ballot/O Cruzeiro/EM/D.A Press - 07/07/1958
Partida final contra a Suécia pela final da Copa de 1958. Da esquerda para a direita: Didi, Garrincha, Pele, Djalma Santos, Zagalo, Zito, Nilton Santos, Orlando, Vava Gilmar e Bellini.
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Lance do jogo entre Brasil X Suécia pela final da Copa. O Brasil venceu por 5 a 2, ficando com o título. No detalhe, Pelé comemora o quarto gol, marcado por Zagallo
Foto: Luiz Carlos Barreto/O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas/D.A Press - 14/07/1958
O jogador de futebol da Seleção Brasileira, Pelé, num lance do jogo contra a Seleção da Suécia, realizado em Estocolmo, válido pela Copa do Mundo de 1958. O Brasil sagrou-se campeão da Copa
Foto: 29/06/1958. Arquivo O Cruzeiro/EM
Pelé na Copa de 1958, na Suécia, a primeira conquistada pelo Brasil
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé na Copa de 1958, na Suécia, a primeira conquistada pelo Brasil
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé em lance do jogo contra a Suécia na final da Copa de 1958
Foto: 29/06/1958. Credito: O Cruzeiro/Arquivo EM
29/06/1958 - O jogador de futebol da Seleção Brasileira Pelé num lance do jogo contra a Suécia, realizado em Estocolmo, válido pela final da Copa do Mundo de 1958. O Brasil sagrou-se campeão da Copa
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
O Brasil venceu a Suécia na final por 5 a 2 e conquistou o título. No detalhe, os campeões De Sordi, Didi, Zito, Orlando, Garrincha, Pelé, Nilton Santos, Belini, Gilmar, Vavá e Zagallo
Foto: O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas/D.A Press - 1958
Lance do jogo entre Brasil e Suécia, pela final da Copa. O Brasil venceu por 5 a 2 e conquistou o título. No detalhe, Pelé chora nos braços de Nilton Santos.
Foto: O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas/D.A Press - 12/07/1958
Pelé e Garrincha comemoram a conquista do Campeonato Mundial de 1958 na Suécia
Foto: O Cruzeiro/Arquivo EM. Suecia
Pelé chora no ombro de Gilmar e é acarinhado por Djalma Santos. O Brasil sagrou-se campeão da Copa do Mundo de 1958, realizada na Suécia
Foto: Arquivo Estado de Minas-12/07/1958
Integrantes da delegação brasileira de futebol comemoram a conquista da Copa do Mundo, realizada na Suécia, vendo-se os jogadores, Bellini (c) segurando a taçaa Jules Rimet, Pelé, Djalma Santos, Didi, Zagallo, Garrincha, Vavá, Zito, Nilton Santos, Zózimo, Mauro, o técnico Vicente Feola, entre outros
Foto: Arquivo O Cruzeiro/EM/D.A Press - 1958
Pelé observando a Taca Jules Rimet no Rio de Janeiro após a conquista da Copa de 1958
Foto: O Cruzeiro/Arquivo EM. Brasil
Pelé com a Taca Jules Rimet no Rio de Janeiro após a conquista da Copa de 1958
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé recebe os cumprimentos do vice-presidente da Republica, Joao Goulart, pela conquista da Copa do Mundo de 1958
Foto: Douglas Alexandre/O Cruzeiro/Arquivo EM
O ''Saci'' da Panair no colo do jogador de Pelé, que lhe dá de beber na Taça Jules Rimet. A Panair do Brasil ofertou a delegação brasileira um grande boneco trajando o uniforme dos jogadores brasileiros. Acabou como o ''Saci'' da turma.
Foto: Henry Ballot/O Cruzeiro/Arquivo EM
Pelé é condecorado com a medalha de ouro pela filha do presidente da Republica (Juscelino Kubitschek), Marcia Kubitschek, em palanque montado em frente ao Palácio do Catete, no Rio, após a conquista da Copa de 1958
Foto: Douglas Alexandre/O Cruzeiro/Arquivo EM
Pelé recebe do governador de São Paulo, Janio Quadros, a medalha de ouro pela conquista da Copa do Mundo de 1958
Foto: George Torok/O Cruzeiro/Arquivo EM
A expressão foi criada pelo cronista Nelson Rodrigues para designar uma posição de inferioridade em que o Brasil se colocou em face do resto do mundo. O termo tem origem após a derrota na final da Copa do Mundo de 1950 para o Uruguai, no Maracanã.
Foi Pelé e companhia que acabaram com esse vira-latismo. Aos 17 anos, o mineiro foi decisivo ao marcar seis gols na Copa da Suécia. Ele começou o Mundial no banco, mas ganhou a posição no terceiro jogo.
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O craque mineiro marcou em todos os jogos eliminatórios daquela competição. Fez o gol solitário do 1 a 0 contra País de Gales, balançou as redes três vezes contra a França na goleada por 5 a 2 e marcou dois na vitória sobre a Suécia, por 5 a 2, na final da Copa.
Copa de 1962
Pelé na Copa do Mundo de 1962, a segunda conquistada pelo Brasil
Pelé na Copa do Mundo de 1962, no Chile, a segunda conquistada pelo Brasil. O jogador de futebol da Seleção Brasileira num lance do jogo entre Brasil e México
Foto: Henry Ballot/O Cruzeiro/EM/D.A Press
Pelé na Copa do Mundo de 1962, no Chile, a segunda conquistada pelo Brasil. O Rei num lance do jogo entre Brasil e México
Foto: Mario de Moraes/O Cruzeiro/EM/D.A Press.
Pelé na Copa do Mundo de 1962, no Chile, a segunda conquistada pelo Brasil. O Rei num lance do jogo entre Brasil e México
Foto: Jorge Audi/O Cruzeiro/EM/D.A Press
30/05/1962 - Pelé na Copa do Mundo de 1962, no Chile, a segunda conquistada pelo Brasil. O Rei no jogo contra o México
Foto: Arquivo EM/O Cruzeiro
Pelé na Copa do Mundo de 1962, no Chile, a segunda conquistada pelo Brasil. Na foto, o Rei comemora gol no jogo entre Brasil e México
Foto: Ronaldo Moraes/O Cruzeiro/EM/D.A Press
Pelé na Copa do Mundo de 1962, no Chile, a segunda conquistada pelo Brasil. Lance do jogo entre Brasil e Tchecoslováquia, válido pela final do torneio. O Brasil conquista o bicampeonato mundial. No detalhe. Pelé e Zagallo duelam com os tchecos.
Foto: Ronaldo Moraes/O Cruzeiro/EM/D.A Press - 1962
Pelé na Copa do Mundo de 1962, no Chile, a segunda conquistada pelo Brasil. Na foto, o Rei ao lado de Garrincha
Foto: George Torok/O Cruzeiro/Arquivo EM.
Pelé jogou apenas 27 minutos da partida contra Tchecoslováquia. Em um lance, ele sentiu distensão do músculo adutor da coxa esquerda e não conseguiu se recuperar a tempo de voltar à competição.
Amarildo foi o substituto de Pelé e entrou bem. Ao todo, marcou três gols na Copa. Autor de quatro tentos e dribles geniais, Garrincha foi eleito o melhor jogador daquele Mundial.
Vavá, Zito, Zagallo e Djalma Santos foram outros expoentes da conquista do segundo Mundial brasileiro.
Copa de 1970
Pelé na Copa do Mundo de 1970, a terceira conquistada pelo Brasil
Pelé na Copa do Mundo de 1970, no México, conquistada pelo Brasil. Seleção chegou ao tricampeonato mundial. Na foto, o Rei toca violão
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Lance do jogo de futebol entre Brasil e Peru, válido pela Copa do Mundo de 1970
Foto: O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas
Jogadores da Seleção Brasileira de 1970 posam para fotografia oficial. De pé, da esquerda para direita: Joel, Carlos Alberto Torres, Felix, Zé Maria, Baldocchi, Fontana, Piazza, Brito, Everaldo, Clodoaldo, Marco Antonio e Ado; Agachados: Edu, Mario Américo (massagista), Jairzinho, Gerson, Paulo Cesar, Dario, Tostão, Pelé, Rivelino e Nocaute Jack (massagista).
Foto: Estado de Minas/Arquivo
Os jogadores da Seleção Brasileira posam para fotografia oficial (quadro), no Estádio Azteca, antes da partida final contra a Itália. O Brasil foi tricampeão mundial de 1970. Na foto, Carlos Alberto, Piazza, Brito, Jairzinho, Gerson, Tostão, Pelé, Rivelino e outros.
Foto: O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas - 24/09/1970
Pelé na Copa do Mundo de 1970, no México, conquistada pelo Brasil. Seleção chegou ao tricampeonato mundial
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé comemora gol sobre a Itália na final da Copa do Mundo de 1970
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé na Copa do Mundo de 1970, no México, conquistada pelo Brasil. Seleção chegou ao tricampeonato mundial. Na foto, ele comemora gol ao lado de Tostão e Jairzinho
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé sendo carregado por torcedores que comemoram a conquista da Copa do Mundo de 1970 no Estádio Azteca. Seleção venceu a Itália por 4 a 1 na decisão
Foto: O Cruzeiro/EM/D.A Press - 30/06/1970
Pelé sendo carregado por torcedores que comemoram a conquista da Copa do Mundo de 1970 no Estádio Azteca. Seleção venceu a Itália por 4 a 1 na decisão
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé sendo carregado por torcedores que comemoram a conquista da Copa do Mundo de 1970 no Estádio Azteca. Seleção venceu a Itália por 4 a 1 na decisão
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Pelé com o presidente de República, Emilio Garrastazu Médici. Os jogadores da Seleção foram homenageados pela conquista da Copa do Mundo
Foto: O Cruzeiro/Arquivo EM
30/08/1970 - Jogadores da Seleção Brasileira recebem Volkswagen Fusca como prêmio pela conquista da Copa do Mundo de 1970. O prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (c), com Pelé e Carlos Alberto Torres
Foto: Arquivo O Cruzeiro/EM
30/08/1970 - Jogadores da Seleção Brasileira recebem Volkswagen Fusca como prêmio pela conquista da Copa do Mundo de 1970. Na foto, Pelé
Foto: Arquivo Estado de Minas/O Cruzeiro/EM/DAPress
Antes da Copa do Mundo do México, Pelé já havia avisado que aquele seria o seu último Mundial. Embora com apenas 29 anos, ele era o único remanescente do time bicampeão mundial em 1958 e 1962.
O craque fez da sua despedida o que estava acostumado: gols e lances geniais. Pelé foi titular em todos os jogos da Seleção Brasileira, marcou quatro gols, contribuiu com seis assistências e foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo.
A Copa de 1970 também ficou marcada pelos lances geniais de Pelé. No jogo contra a Tchecoslováquia, na fase de grupos, ele arriscou um chute do meio-campo e por pouco não marcou um golaço.
Diante da Inglaterra (1 a 0), o 'Rei do Futebol' deu uma cabeçada para baixo, defendida de forma espetacular pelo goleiro Gordon Banks. No duelo contra o Uruguai (3 a 1), na semifinal, o craque aplicou um drible de corpo no goleiro Mazurkiewicz, mas errou a finalização. Essas jogadas são lembradas até hoje.
A despedida
O jogo festivo terminou em um empate por 2 a 2. Pelé jogou bem, mas não balançou as redes. Gérson e Rivellino marcaram os tentos brasileiros. Dzajic e Jerkovic balançaram as redes para os iugoslavos.
Pelé deixou o campo e deu uma volta olímpica no Maracanã. Ele foi às lágrimas. Mesmo com 33 anos, preferiu não disputar a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Sem Pelé, o Brasil só voltaria a conquistar um Mundial em 1994.