Edilson foi campeão da Copa do Brasil em 2018 e do Mineiro em 2018 e 2019 (Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
O lateral-direito Edilson acionou o Cruzeiro na Justiça cobrando o pagamento da rescisão acordada em junho de 2020. O valor da ação distribuída na última sexta-feira na 44ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte é de R$9.275.602,39. A primeira audiência está marcada para 14 de julho. O Superesportes confirmou a informação divulgada inicialmente pelo Globoesporte.
A defesa de Edilson requer R$5.377.160,81 relativos às parcelas não cumpridas da rescisão; R$2.688.580,40 por multa de 50% prevista no termo; e R$1.209.861,18 de honorários advocatícios.
O reclamante ainda pleiteia, fora do valor da causa, R$ 3.188.580,40 pela aplicação das multas dos artigos 467 e 477. Edilson também busca que o clube seja condenado no recolhimento de imposto de renda e de INSS. Somados, os valores chegam a R$ 754.652,71. Desta forma, o Cruzeiro pode ter que pagar R$ 13.218.835,50 na ação.
Cruzeiro e Edilson fizeram acordo de rescisão contratual no início da administração do presidente Sérgio Santos Rodrigues. Nas tratativas, segundo a defesa do lateral, houve concordância do clube em pagamento de R$ 4.599.234,40 em 30 parcelas de cerca de R$153 mil, sendo a primeira em 15 de julho deste ano. Além disso, o clube acertaria R$ 921.765,60 de FGTS. No entanto, nada foi quitado.
Edilson tinha vínculo longo com o Cruzeiro por causa do contrato feito na gestão do ex-presidente Wagner Pires de Sá e do ex-vice-presidente de futebol Itair Machado. Ele chegou ao clube no início de 2018 em negociação que envolveu as transferências de Alisson e Thonny Anderson para o Grêmio.
Apesar de ter se sagrado campeão da Copa do Brasil (2018) e do Campeonato Mineiro (2018 e 2019), o lateral-direito não conseguiu cair nas graças dos torcedores, sendo por várias vezes substituído em sua posição pelo volante Lucas Romero. Com a camisa celeste, disputou 75 jogos e marcou três gols (dois de falta e um de pênalti).
Em 2019, Edilson integrou o grupo na péssima campanha que decretou o rebaixamento celeste à segunda divisão. O Cruzeiro terminou o Brasileiro em 17º lugar, com 36 pontos (sete vitórias, 15 empates e 16 derrotas), e encerrou um ano manchado por suspeitas de corrupção na administração do ex-presidente Wagner Pires de Sá.
Dívidas pagas pelo Cruzeiro na Fifa
Willian - o Cruzeiro pagou R$ 9.229.057,22, já com acréscimo de impostos, além de multa e custos da Fifa, no montante de R$ 328.107,03. O clube devia ao Zorya FC, da Ucrânia, parte dos valores da contratação fechada em julho de 2014.
Foto: Ramon Lisboa/EM D.A Press
Paulo Bento - o valor liquidado, com inserção dos juros, foi de R$ 454.358,75, somado a R$ 58.333,69 de multa e custas do processo. O técnico português e seus auxiliares cobravam valores da rescisão contratual fechada em julho de 2016.
Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press
Ramón Ábila - o Cruzeiro pagou ao centroavante argentino R$ 716.729,09, além de R$ 29,166,85 de multa na Fifa. O acordo foi anunciado em 16 de outubro de 2020.
Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press
Caicedo - o Cruzeiro se comprometeu a pagar ao Independiente del Valle, do Equador, 18 parcelas de 132 mil dólares (R$ 704 mil) pela contratação do zagueiro equatoriano. A quantia total é de US$ 2,376 milhões (R$ 12,6 milhões).
Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press
Pedro Rocha - o Cruzeiro pagou mais de R$ 3 milhões pela contratação do atacante que pertence ao Spartak Moscou e atualmente está emprestado ao Flamengo. Dentro dessas cifras constam a dívida com o clube russo, imposto de renda e custas processuais na Fifa.
Foto: Ramon Lisboa/EM D.A Press
Rafael Sobis - o Cruzeiro fez acordo para pagar cerca de R$ 17 milhões ao Tigres, do México, pela aquisição fechada em junho de 2016. Mais de 90% da dívida foi honrada em 10 de julho.
Foto: Igor Sales/Cruzeiro
Gonzalo Latorre - o Cruzeiro pagou R$ 18,5 milhões ao Atenas, do Uruguai, em 8 de maio de 2019. O detalhe é que o atacante de 24 anos jamais atuou pela equipe principal da Raposa. Ele foi contratado como ''contrapeso'' à negociação pelo meia Arrascaeta, em janeiro de 2015.
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Elisson
O goleiro Elisson também move uma ação contra o clube, no valor de R$ 64.898,07. A defesa do jogador pede salários atrasados, 13º não pagos, férias, FGTS e multas. Ele pertenceu ao Cruzeiro entre 2012 e 2020, quando deixou o clube em definitivo. Pela Raposa, foram apenas três jogos e diversos empréstimos.
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Torcedores do Cruzeiro cobram renúncia de Sérgio Rodrigues
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