Atlético avança em negociações por venda de parte da SAF (Foto: Divulgação/Atlético)
A importância da SAF para o Atlético
O principal plano do Atlético para reduzir a dívida de R$ 1,571 bilhão (sem incluir o empréstimo para conclusão das obras da Arena MRV) é acertar a venda de parte da Sociedade Anônima de Futebol (SAF). Com o avanço nas negociações, a diretoria aguarda uma proposta formal nos próximos meses.
"A SAF é considerada a única maneira de sanear o clube", afirma um dos dirigentes do clube, que ressalta a importância do fechamento do negócio ainda no primeiro semestre de 2023.
"Pelo o que está sendo visto, não tem nenhuma parecida com o que estamos desenhando e planejamos entregar para o Conselho nos próximos 60 dias", disse Guimarães ao Superesportes, em 10 de abril.
O parceiro do Atlético
Grieve é o acionista fundador, integrante do comitê de administração e presidente da The Football Co. De acordo com ele, os investimentos iniciais da empresa no ramo futebolístico serão de 1 bilhão de dólares (R$ 5 bilhões da cotação atual).
Em entrevista ao site Off The Pitch, o empresário garante que o grupo já adquiriu clubes da Conmebol, da Concacaf e da Uefa, além de "academias de futebol em países em desenvolvimento".
No Brasil, Grieve tentou um acordo com o Botafogo, que preferiu se acertar com John Textor. Neste momento, o grupo interessado no Atlético alega ter negociações com um clube inglês e vários pelo mundo.
"Eles estão prontos e preparados para um 'big bang'. Os clubes pertencem individualmente aos seus próprios investidores. Há um 'big bang' que vai uní-los (no The Football Co.)", prometeu o empresário estadunidense.
Os nomes dos outros investidores do grupo são mantidos sob sigilo por Grieve. A promessa é que a lista seja revelada aos poucos, provavelmente quando os primeiros acordos com clubes forem anunciados oficialmente na primavera no Hemisfério Norte (entre março e junho).