Diretor de Ações Sociais do Instituto Galo, Bruno Rodrigo foi cobrado nas redes sociais após postagem em meio aos atos antidemocráticos de bolsonaristas em Brasília (Foto: Reprodução/TV Galo)
A primeira publicação de Bruno Rodrigo Schwartz no Twitter continha o seguinte trecho do Hino Nacional: "Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte! Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada".
Bruno Rodrigo Schwartz publicou mensagem interpretada como golpista durante os atos terroristas de bolsonaristas em Brasília (Foto: Reprodução)
É também a data da renúncia de Dom Pedro I, que decidiu abdicar do trono em meio à pressão política e econômica.
"Nenhum ato de violência deve ser tolerado e incentivado. A promoção da paz, da família, dos valores e costumes devem sempre ser preservados. Elevo a Deus minhas orações e preces pelo Brasil e por todos os brasileiros de boa vontade", escreveu.
Depois da primeira mensagem, Bruno Rodrigo Schwartz escreveu que 'nenhum ato de violência deve ser tolerado e incentivado' (Foto: Reprodução)
Depois, Bruno Rodrigo Schwartz excluiu a própria conta na rede social.
O diretor do Instituto Galo enviou ao Superesportes uma nota em que condena os atos antidemocráticos e diz que aqueles que transgrediram as normas devem ser punidos.
"A referência à estrofe do hino nacional em nada incita a violência ou quaisquer atos antidemocráticos. Estes devem ser reprimidos pelas autoridades competentes (...). Reitero meu compromisso com o Clube Atlético Mineiro, com a democracia e com a independência dos poderes constituídos em nosso país", diz trecho da nota (leia a íntegra mais abaixo).
"Qualquer manifestação de cunho político-partidário, de um lado ou de outro, é desautorizada pelo Clube. Aqueles que as praticarem responderão individualmente por seus atos e serão chamados pela instituição a prestarem os esclarecimentos necessários", diz trecho da nota.
Leia a nota de Bruno Rodrigo Schwartz na íntegra
A referência à estrofe do hino nacional em nada incita a violência ou quaisquer atos antidemocráticos. Estes devem ser reprimidos pelas autoridades competentes, as quais devem punir, com rigor, aqueles que tenham transgredido as normas. Reitero meu compromisso com o Clube Atlético Mineiro, com a democracia e com a independência dos poderes constituídos em nosso país.
Leia a nota do Atlético na íntegra
O Galo informa que a referida postagem reflete uma posição pessoal do autor, com a qual o Clube não concorda. O Atlético e o Instituto Galo são entidades apartidárias cuja única bandeira é a alvinegra. Qualquer manifestação de cunho político-partidário, de um lado ou de outro, é desautorizada pelo Clube. Aqueles que as praticarem responderão individualmente por seus atos e serão chamados pela instituição a prestarem os esclarecimentos necessários.
Atletas e ex-atletas que se posicionaram contra ato golpista de bolsonaristas em Brasília
Lenda do vôlei brasileiro e ministra do Esporte do governo Lula, Ana Moser cobrou que atos terroristas sejam punidos.
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Ídolo do Corinthians e colunista do Uol, o ex-centroavante Walter Casagrande demonstrou insatisfação pelo silêncio dos jogadores de futebol em relação à tentativa de golpe.
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Campeão panamericano no taekwondo em 2007, Diogo Silva publicou uma charge para criticar os atos em Brasília.
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Ex-jogador de clubes como Atlético e Corinthians e atualmente parte da gestão do Cruzeiro, Elias condenou os atos e compartilhou postagem que faz reflexão sobre racismo.
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Ex-jogador de vôlei, Gustavo criticou os atos terroristas. Durante a campanha, ele apoiou Jair Bolsonaro, que acabou derrotado por Lula no segundo turno.
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A ex-nadadora Joanna Maranhão gravou vídeos em que se posiciona fortemente nas redes sociais e cobra punição aos terroristas.
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Ídolo do Vasco e do Lyon, o ex-jogador e comentarista Juninho Pernambucano criticou o governador de Brasília Ibaneis Rocha. O político foi afastado do cargo pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o considerou conivente com golpistas que depredaram sedes dos três poderes.
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Campeão mundial de judô em 2007, Luciano Corrêa compartilhou postagem que critica o atentado contra a democracia.
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Novo atacante do Atlético, Paulinho foi exceção em meio ao silêncio dos jogadores brasileiros e se posicionou contra os atos terroristas.
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Paulinho também cobrou punição aos criminosos.
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Jogador do Barcelona e da Seleção Brasileira, o atacante Raphinha publicou crítica antirracista, mas a postagem foi apagada depois.
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Ídolo de vários clubes e da Seleção Brasileira, o senador Romário (PL) criticou os atos. Nos últimos meses, o ex-centroavante se posicionou tanto favoravelmente quanto contra Jair Bolsonaro.
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Medalhista nos Jogos Paralímpicos de 2016 e campeã mundial no atletismo, Verônica Hipólito - que fez parte da transição para o governo Lula - critioou Bolsonaro e seus seguidores.
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Ataques bolsonaristas
Nesse domingo, centenas de bolsonaristas depredaram as sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário na capital federal.
Segundo informações divulgadas na manhã desta segunda-feira, 1,2 mil pessoas envolvidas no ato terrorista foram detidas.