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Com a terceira vitória seguida no Mineiro, o Galo manteve os 100% de aproveitamento e fechou a rodada na liderança, com nove pontos. Já o Democrata-GV permaneceu na lanterna, ainda sem pontuar, já que perdeu as três partidas que disputou. Depois do compromisso pela Libertadores, o Atlético terá o clássico contra o América, dia 22, domingo, confirmado para o Independência. No mesmo dia, a Pantera recebe o Tupi, no Mamudão.
O jogo
Nem mesmo a concorrência dos bloquinhos de rua que se espalharam pela capital mineira esvaziaram o Independência. A torcida compareceu em grande número para acompanhar o Galo no último jogo antes da estreia na Libertadores. E o time procurou o gol desde o início, buscando corresponder ao apoio. Tanto que na primeira boa trama ofensiva, abriu o placar. Aos 8min, Pedro Botelho foi acionado pela esquerda e cruzou rasteiro. Dátolo teve tempo de dominar e chutar cruzado: 1 a 0. Na comemoração, o argentino mandou a dança da mangueira, entrando na campanha para economia de água.
O Atlético foi absoluto no primeiro tempo, dominando as ações e jogando no campo de defesa do adversário, que em determinados momentos não conseguia sair com a bola dominada. Tanto que o goleiro Victor foi um mero espectador. O time alvinegro criou oportunidades em velocidade, apostando nas tabelas. Mas faltou uma chegada mais forte com boa conclusão.
A primeira metade da partida foi de tranquilidade, à exceção dos problemas com Marcos Rocha e Lucas Pratto, que sentiram lesões musculares e estão fora da partida contra o Colo Colo. O lateral-direito deixou o campo aos 15min e foi substituído por Patric, que manteve o nível do titular com avanços pelo setor direito. Aos 42, o argentino se queixou de contusão muscular na coxa esquerda. Jô foi o substituto e teve o apoio da torcida, mas não teve tempo para mostrar nada.
Gol no início e desinteresse
Ainda em clima de apreensão pelas contusões, o segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro, com o Atlético em cima até ampliar o placar antes dos 10min. Aos 7, Jô recebeu na área e passou a Dátolo, que cruzou na medida para o pequenino Luan testar sem chance para o goleiro: 2 a 0. Vantagem que deu tranquilidade ao Galo, que mesmo assim manteve a pressão.
O técnico Levir Culpi fez a terceira alteração e adiou a estreia do colombiano Cárdenas, recém-contratado e que estava como opção no banco. Aos 20min, Dátolo, muito aplaudido, foi substituído pelo jovem Dodô. Foi a terceira mexida do Galo, já pensando também na estreia pela Libertadores. O Atlético diminuiu bastante o ritmo e levou sustos e até uma pressão nos instantes finais.
Caio cruzou da direita e Rodrigão desviou para fora. O atacante chegou a balançar as redes, mas estava em posição ilegal. No fim, Victor voltou a justificar o apelido de santo com uma defesa sensacional. Aos 43, não teve jeito: em uma desatenção de Pedro Botelho, João Paulo driblou o ídolo e fez o gol de honra do alvinegro do interior: 2 a 1. Caio ainda recebeu da entrada da área e concluiu para fora, assustando a torcida.
Atlético 2 x 1 Democrata-GV
Atlético
Victor; Marcos Rocha (Patric), Jemerson, Leonardo Silva e Pedro Botelho; Rafael Carioca, Leandro Donizete, Luan e Dátolo (Dodô); Maicosuel e Lucas Pratto (Jô)
Técnico: Levir Culpi
Democrata-GV
Fábio Noronha; Rodrigo (Fábio Lopes), Ricardo, Leomar e Denilson; Marcel, Osvaldir, Julio César, Wanderson (Caio) e Paulinho (João Paulo); Rodrigão
Técnico: Gilmar Estevam
Motivo: 3ª rodada do Campeonato Mineiro
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 14/02/2015, sábado
Árbitro: Ronei Cândido Alves (FMF)
Assistentes: Marcus Vinicius Gomes (CBF/FMF) e Leonardo Henrique Pereira (FMF)
Público: 19.454
Renda: R$ 485.662,50
Gols: Dátolo, 8min do primeiro tempo; Luan, 7, João Paulo, 43min do segundo tempo
Cartões amarelos: Dátolo (ATL); Wanderson, Julio Cesar (DEM)